Rio Branco, Acre,


Família suspeita de decisões “políticas” e contrata banca nacional para tentar soltar Hildebrando Pascoal

“Teremos novidades nas próximas horas, no Acre, e em Brasília”, informou advogado

Banca é reconhecida por atuar em casos de grande repercussão nacional/Foto: Assessoria
Os advogados Mirla Melo, Marcos Nadalon e Leonardo Cruz já iniciaram a corrida pela soltura de Hildebrando hoje pela manhã/Foto: Assessoria

O ex-deputado Hildebrando Pascoal, preso há 16 anos acusado de chefiar um suposto esquadrão da morte no Acre, contratou uma nova banca de advogados para tentar reverter sua situação jurídica criada sob forte suspeita de envolvimento político, segundo a família. A nova banca, com atuação em todo o Brasil, é a Class Advocacia e Consultoria Jurídica, conhecida por atuar em casos de repercussão nacional, como a recuperação de usinas de álcool e açúcar no centro-oeste do Brasil, além de atuar nas polêmicas questões de terra no Pará e todo o resto da Amazônia.

A nova banca de advogados do ex-coronel tem escritórios em Brasília, Rio de Janeiro e nas principais capitais do Nordeste. Os advogados que estão no Acre, Marcos Roberto da Cunha Nadalon, e Leonardo da Silva Cruz, além da acreana que faz parte do grupo, Mirla Melo, não quiseram informar detalhes do contrato, mas disseram que, pela procuração, estão aptos a atuar em qualquer situação envolvendo seu cliente. Fazem parte da banca, como contratados, ainda, os advogados Carlos Felipe e Aline Andrade.

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Hildebrando Pascoal

Os advogados anunciaram que novas medidas já foram tomadas na manhã desta terça-feira, mais igual ao acerto financeiro, não quiseram detalhar a primeira investida na corrida pela soltura do cliente.

“Teremos novidades nas próximas horas, no Acre, e em Brasília”, informou Marcos Nadalon. A permanência do ex-parlamentar na cadeia, depois de cumprir o que prevê o Código Penal Brasileiro, é injustificada, segundo os advogados.

O então deputado federal Hildebrando Pascoal foi preso, em 1999, depois de ser investigado pela Polícia Federal, que trabalhou embalada por um CPI do Congresso Nacional criada para combater o narcotráfico. Ele foi acusado de assassinatos e de proteger uma rede de narcotraficantes. Hildebrando nega até hoje a participação em crimes alegados contra si, embora tenha sido condenado a mais de 300 anos de cadeia. Segundo a lei brasileira, no entanto, nenhum cidadão pode ser condenado a mais de 30 anos, dos quais ganha progressão de pena logo ao cumprir um sexto da sentença.

 

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