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Rocha: O País não precisa de mais impostos, precisa de ajuste tributário

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Deputado Rocha

Major Rocha*

No poder desde janeiro de 2003, o PT demonstrou total incapacidade de gerir a coisa pública ou apresentar soluções para o Brasil. Enquanto a situação econômica mundial era favorável, o governo petista aproveitou-se da estabilidade fiscal proporcionada pelo plano Real e apostou em políticas sociais populistas enquanto buscava manter-se no poder às custas de negociatas e da dilapidação dos bens públicos.

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A eleição de 2014 mostrou a verdadeira face do (des) governo petista quando, para ganhar o embate, o partido mentiu, mascarou contas, praticou pedaladas fiscais e prometeu o que não poderia cumprir, praticando o maior estelionato eleitoral de que se tem notícia na história brasileira.

Agora, quando o país vive, de forma clara, um período de estagnação, de volta da inflação e de recessão, o governo petista quer pendurar a conta da falência do seu modelo de governo na conta da classe trabalhadora. O ano de 2015 começou com o governo promovendo aumento de juros, corte de direitos trabalhistas, elevação das tarifas de energia elétrica e reajuste nos preços dos combustíveis.

Claramente, tais medidas não foram suficientes para cobrir o rombo de mais de R$ 60 bilhões nas contas públicas causado pela corrupção e incompetência. E o governo, com total falta de inteligência, busca o caminho “mais fácil”, encaminhando um orçamento negativo, um ajuste fiscal mal arrumado e propondo a criação de mais um tributo, que irá recair, mais uma vez, sob a camada mais pobre da população, diminuindo o consumo, aumentando o desemprego e fomentando, ainda mais, a estagnação econômica. E, nessa ciranda louca, o futuro do país está, a cada dia, mais comprometido.

O Brasil vive uma crise econômica potencializada por uma crise política, graças à incapacidade de governar demonstrada pela presidente. Este não é o momento de buscar saídas fáceis, de aumentar a sanha arrecadatória desse ineficiente governo.

Ao contrário, o governo deve buscar a saída do rombo no combate à corrupção, endêmica na gestão petista, mas também no combate à sonegação fiscal. Hoje, segundo informações do Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional, o Brasil tem uma perda de mais de R$ 500 bilhões em sonegação fiscal. Apenas metade desse valor já seria o suficiente para sanar o atual déficit apontado no Orçamento apresentado pelo governo ao Congresso, gerando, inclusive, um superávit sem onerar os castigados bolsos dos brasileiros.

Os dados são de conhecimento do governo central, o que falta é a vontade política para aprimorar mecanismos de combate à inadimplência e à sonegação. Essa medida traria maior justiça social e poderia garantir, inclusive, a diminuição de impostos no país e deve ser enfrentada pelo Congresso Nacional, já que o Poder Executivo não consegue raciocinar além da tentativa de “bater a carteira” do trabalhador brasileiro.

Major Rocha é Deputado Federal e Presidente do Diretório Estadual do PSDB/AC

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