Rio Branco, Acre,


Segunda dose da vacinação contra o HPV tem início nas escolas públicas da capital

O calendário de vacinação nas escolas prossegue até outubro

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O calendário de vacinação nas escolas prossegue até outubro

Com a meta de vacinar 8.521 meninas entre 9 e 11 anos, a secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (SEMSA) iniciou nesta sexta-feira, na Escola Doutor Mário de Oliveira, a vacinação contra o HPV em todas as escolas públicas da capital onde haja esse público alvo específico. No sábado, a vacinação foi realizada na Escola Almada Brito no Calafate e nesta segunda-feira na Escola Castelo Branco, no Aviário.

O calendário de vacinação nas escolas prossegue até outubro e também há doses da vacina disponíveis nas unidades de saúde de Rio Branco.

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As meninas com 14 anos de idade que iniciaram o esquema vacinal deverão receber a segunda dose e seguir conforme recomendado. O esquema vacinal da vacina HPV é de 3 doses. A administração da primeira dose deste ano iniciou no dia 9 de março. Agora é a vez da segunda dose e a terceira só daqui a cinco anos após a primeira dose.

Rayane Veiga, de 12 anos, que estuda o sexto ano na Escola Doutor Mário de Oliveira, garantiu a segunda dose da vacina e diz que na primeira sentiu medo, mas não sentiu nada. “Fiz questão de falar paras minhas amigas que não senti nenhum problema com a vacina. Daqui a 5 anos, completo as doses e nunca vou ter câncer de colo de útero. Eu vi na internet que essa vacina é muito cara, mais de R$ 500 e aqui é de graça”.

Autorização dos pais

O secretário de Saúde de Rio Branco, Oteniel Almeida, esclarece que antes da vacinação, a equipe da SEMSA foi às escolas e solicitou que a direção, comunicasse aos pais sobre a imunização na unidade escolar. Os pais que concordaram enviaram as Cadernetas do Adolescente e o consentimento, por meio das filhas. “É uma vacina muito importante e que garante uma nova geração de mulheres livres de câncer de colo de útero. É boa a adesão à vacina aqui na capital, o que é muito importante”.

“Essa é uma geração privilegiada”

Na escola Mário de Oliveira, a mãe e a avó de uma aluna, Maria Eduarda de 13 anos, fizeram questão de acompanhar a menina na hora da vacinação contra o HPV. A mãe de Eduarda, Patrícia Lima, diz que já teve uma amiga morta pelo câncer de útero, e não quer que a filha corra esse risco. Já a vó de Eduarda, Maria Auxiliadora, de 63 anos, diz que “essa é uma geração privilegiada. Eu tenho sempre a preocupação com essa doença e o mesmo acontece com mulheres da idade da minha filha. Já minha neta não vai ter esse problema nunca. Fiz questão de vir acompanhá-la nesse dia tão importante”, ressalta a avó.

Diretoria da escola incentiva vacinação

A diretora da escola Doutor Mário de Oliveira, Socorro Barros, diz que a maior parte dos 900 alunos da instituição, é de meninas entre 9 e 11 anos. Ela relata que faz questão de esclarecer os pais sobre a importância da imunização e cita que nesta segunda dose, a adesão está maior. “Apenas uma minoria continua com preconceito com relação à vacina, mas a maioria entende o benefício dessa imunização. Eu procuro tirar todas as dúvidas das meninas e dos pais para que a cobertura vacinal na nossa escola e nas demais, seja grande”.

A diretora da Vigilância Epidemiológica da SEMSA, Socorro Martins, explica que a 1ª etapa da vacinação contra HPV deste ano, foram vacinadas 5.805 meninas o que representa uma cobertura de 54,50%. Destaca que mesmo depois do fim da campanha, em outubro, as doses da vacina, continuarão disponíveis nas unidades de saúde.  “Como a maioria das meninas não procura as unidades, fazemos as campanhas e levamos a vacina para as escolas, mas de forma rotineira a vacina de HPV está disponível o ano inteiro nas unidades”.

Mulheres com HIV podem tomar a vacina

A vacina contra o HPV também será ofertada para as mulheres de 9 a 26 anos de idade vivendo com HIV. Esta população foi incorporada como prioritária, considerando que as complicações decorrentes do HPV ocorrem com mais frequência em pacientes portadores de HIV e da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).

Casos no Brasil

No Brasil em 2014, as estimativas foram de 15,3 casos novos a cada 100 mil mulheres e risco estimado variando de 17 a 21/100 mil casos. O número estimado para 2014/2015 é de aproximadamente 576 mil casos novos de câncer no Brasil, dos quais o de colo do útero representa aproximadamente 15 mil casos.

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