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Custando quase R$ 20 mil, parada de ônibus na Cidade do Povo é mais cara que construir casa popular

Por Wiliandro Derze, da Contilnet

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Novas paradas da Cidade do Povo serão de alvenaria e custarão quase R$ 20 mil/Foto: ContilNet

O conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, vai ganhar abrigo de espera de ônibus no valor de casa popular. O Diário Oficial do Estado do Acre de quarta-feira (28) apresentou a empresa Executiva Empreiteira como a contratada para realizar os serviços de construção das paradas de ônibus no valor de quase R$ 60 mil por cada lote contendo três unidades.

Os lotes 48, 49, 50 e 51 contendo 12 paradas de ônibus chegam ao valor total de R$ 234.753,48 de custo para o Estado. As tomadas de preço 088/2014 foram publicadas com descontos, já que a valor original do contrato por lote seria de R$ 72.900,01.

A reportagem da ContilNet realizou o levantamento de preço no mercado local e constatou que o valor de mais de quase 20 mil, que será gasto em uma parada de ônibus na Cidade do Povo, daria para construir uma residência de alvenaria com dois quartos, banheiro, sala e cozinha e ainda sobraria R$ 2 mil.

Segundo levantamento, os materiais necessários para construir uma residência popular de 8×6 metros seria 6 milheiros de tijolos, 50 sacas de cimento, 64 telhas, 48 metros de lajotas, 15 metros de areia e madeira quadrada. O valor total seria de R$ 18.331,32 para aquisição do material, incluindo a mão de obra, que ficaria em torno de R$ 6 mil a R$ 8 mil.

A publicação no Diário Oficial não apresenta regulamentação do modelo das paradas de ônibus e se elas serão construídas em alvenaria, ferro ou madeira. O edital de licitação, que deve ser seguido desde tomadas de preço até a concorrência de menor preço, não exigiu qualquer tipo de modelo das unidades a serem construídas.

A secretária-adjunta da Secretaria Estadual de Obras, Adla Maria Ferreira, informou que os valores da construção dos abrigos de ônibus são altos pela estrutura ser de alvenaria. De acordo com Maria, os valores foram alterados de mais de R$ 72 mil para pouco mais de R$ 58 mil em virtude de alguns itens terem sido dispensados.

“Os abrigos estão sendo feitos em alvenaria e o custo em nossa região é maior. Todas as unidades são padronizadas. O arquiteto da obra foi o secretário Leandro Neder, que é o secretário da Seop”, informou Adla.

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