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Dois anos depois, nenhum político cumpre regime fechado por mensalão

Por FOLHA

Quase dois anos após suas prisões, nenhum dos políticos condenados no esquema do mensalão continua em regime fechado.

Dos 13 condenados no núcleo político do escândalo, apenas um ainda tem de dormir na cadeia pelo mensalão, o deputado Pedro Corrêa (PP-PE), que cumpre regime semiaberto. Corrêa, entretanto, foi preso pela Operação Lava Jato e está em regime fechado –mas por motivo alheio ao escândalo deflagrado em 2005.

A situação de Corrêa é semelhante à do ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, José Dirceu, também preso em regime fechado, mas pela Lava Jato. A diferença é que Dirceu cumpria prisão domiciliar pelo mensalão e não precisava dormir na penitenciária.

Dos outros dez políticos condenados no esquema, dois nem sequer chegaram a ser presos -José Borba, ex-deputado federal pelo PMDB paranaense e Emerson Palmieri, ex-dirigente do PTB pegaram penas alternativas.

Entre os restantes, dois –José Genoíno, ex-presidente do PT e Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do então PL (hoje PR)– estão livres. O STF extinguiu a pena de ambos.

Os ex-deputados Carlos Rodrigues (PR-RJ), João Paulo Cunha (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares cumprem prisão domiciliar. O ex-deputado pelo PTB mineiro Romeu Queiroz está em liberdade condicional.

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