Depois de ter atacado a imprensa por ter noticiado a denúncia do sumiço de mais 600 toneladas de milho do Silo Graneleiro de Brasiléia, o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Lourival Marques, falou sobre o paradeiro do produto que teria sido furtado.
Marques afirmou que o milho não foi furtado e, sim, vendido para empresas localizadas no Alto Acre. O petista disse que o dinheiro ainda não foi repassado para os produtores porque o produto foi vendido fiado.
“Venderam para receber depois. Não foi roubado, foi passado para estas empresas, Acre Aves e Dom Porquito, e depois foi transformado em ração para aves e peixes”, afirmou Lourival, negando que exista gestão compartilhada entre o governo do Acre e cooperativas que administram o silo.
Mesmo negando a gestão compartilhada, o líder do PT confirmou que existem servidores do Estado trabalhando para as cooperativas. “Se os servidores foram cedidos para as cooperativas isso não quer dizer que exista gestão compartilhada”, declarou.
A respeito das empresas Acre Aves e Dom Porquito, ambas receberam incentivos do governo do Estado do Acre para se instalarem e começarem a funcionar na região do Alto Acre.
O líder do Partido Progressista (PP), Ghelen Diniz, rebateu as declarações de Lourival e afirmou que ainda continua existindo gestão compartilhada e que, portanto, o governo é corresponsável pelo sumiço do milho.

