Em uma primeira avaliação com seus assessores, a presidente Dilma Rousseff desabafou que pelo menos agora acabou a indefinição que estava “imobilizando” o governo e que o Palácio do Planalto deve traçar uma estratégia para derrotar o pedido de impeachment contra a petista aceito nesta quarta-feira (2) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Depois de um dia de tensão, assessores comentavam no Palácio do Planalto: “Foi melhor assim”. Interlocutores da presidente confidenciavam, inclusive, que se o governo não conseguir 171 votos para derrubar o pedido de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados “é melhor mesmo ir para casa”.
Logo depois de tomarem conhecimento da decisão de Eduardo Cunha, assessores presidenciais a classificaram de “vingança” depois que os três deputados petistas decidiram votar contra o peemedebista no Conselho de Ética, que analisa parecer pela cassação do mandato do presidente da Câmara.
