
Parquinhos do Parque do Tucumã estão destruídos e abandonados/Foto: ContilNet
O parquinho infantil do Parque Tucumã, onde centenas de crianças se divertem aos domingos – e nos dias de semana – sob o olhar carinhoso dos pais, está se acabando aos poucos, e isso já fazem mais de dois anos. Quem chega ao local pode ver os balanços quebrados e espalhados pela grama ou no meio da lama.
Moradores do Tucumã dizem que até a gestão do ex-prefeito Raimundo Angelim o parque recebia manutenção. Eles lembram que até placas que traziam a lei que proíbe pessoas transitando com cães sem focinheira Angelim mandou instalar em todo o parque.
“Hoje nosso parquinho está destruído e não existe uma só placa para ao menos intimidar as pessoas que voltaram a passear com ‘pit bulls’ e outras raças de cães que oferecem perigo principalmente para crianças”, lembra Inês Oliveira Martins, 47 anos, que neste sábado levou a neta para brincar no parquinho e só encontrou destruição.
Uma das principais ruas do local, a Avenida Norte também está cheia de buracos, oferecendo a cada instante perigo aos motoristas que trafegam rumo a UPA Tucumã ou ao conjunto Rui Lino e outros bairros da região.
Uma das principais ruas do local, a Avenida Norte também está cheia de buracos/Foto: ContilNet
“Só escuto é o barulho dos carros caindo dentro da buraqueira. Dia desses um rapaz caiu de moto quando tentou desviar um buraco”, conta uma mulher que mora nas proximidades.
O Parque Tucumã, que é um dos mais bonitos e maiores de Rio Branco também está às escuras. Maioria das lâmpadas não funcionam, o que facilita a ação de bandidos que quase todos os dias assaltam pessoas que passam pelo local.
Maria de Lourdes Cavalcante da Silva, 38 anos, conta que perdeu um celular na semana passada, quando retornava do trabalho. “Dois rapazes pediram o celular, que estava no meu bolso. Não ando com bolsa para não atrair os bandidos, mas eles perceberam que o aparelho estava no bolso da frente da minha calça jeans. Tive que entregar o celular que ainda nem terminei de pagar porque eles estavam com uma faca”, conta.
O Parque do Tucumã é procurado por moradores para levar as crianças para brincar
Na última semana, o autônomo Francisco Ferreira de Alencar, 51 anos, teve que entregar uma sacola com ferramentas que carregava na garupa de sua bicicleta. Dois homens armados com um revólver, que ele não lembra o calibre, obrigaram o trabalhador a se desfazer os equipamentos que ele utilizava para sustentar sua família.
“Já pensei em me mudar até para a Bolívia, porque acho que lá, apesar de ter um ditador igual a esse pessoal que manda no Brasil, deve estar melhor do que aqui. Esta é a terceira vez que levam objetos meus. Já roubaram uma televisão, um ferro de passar e agora minhas ferramentas”, diz Francisco.
A ContilNet entrevistou 11 pessoas neste sábado e domingo, mas apenas três quiseram se identificar. As outras disseram que têm medo de perseguição dos políticos e dos bandidos que rondam o Parque Tucumã.
Vídeo mostra os buracos na Avenida Norte, no Tucumã:
O outro lado
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Obras Públicas do Acre (Seop) que informou, que diante da crise financeira, o Estado teve de cortar gastos, mas que os reparos estão sendo feitos pelos funcionários de empresa terceirizada.
“Diante da crise financeira e a contenção de gastos a manutenção dos parques não ocorre em ritmo acelerado como anteriormente, mas que os reparos estão sendo feitos. Os serviços iniciaram na reforma de uma ponte após a Ufac, mas a equipe realizará a manutenção nos parquinhos e trocará as lâmpadas queimadas”, diz a assessoria.
