O estado de Pernambuco registra o maior número de casos suspeitos (1.236), 35% do total notificado em todo o Brasil. A unidade federativa foi a primeira a identificar um aumento nos casos de microcefalia. A Paraíba é a segunda com mais casos suspeitos e soma 569 registros. Em seguida vêm a Bahia, com 450, o Ceará, com 192, o Rio Grande do Norte, com 181, Sergipe, com 155, Alagoas, com 149, Mato Grosso, com 129, e Rio de Janeiro, com 122.
Uma investigação laboratorial realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, confirmou a relação da morte de quatro bebês microcefálicos com o vírus zika e enviou os resultados para o Ministério da Saúde. Todos os casos aconteceram no Rio Grande do Norte.
Dois desses bebês foram abortados e dois nasceram a termo (entre 37 e 42 semanas de gestação), mas faleceram nas primeiras 24 horas de vida.
De acordo com investigações clínico epidemiológicas, realizadas antes pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), as quatro mulheres apresentaram febre e exantemas durante a gravidez. Junto das demais evidências obtidas em 2015, os resultados reforçam a hipótese da associação entre a infecção pelo vírus zika e a ocorrência de microcefalia e outras malformações congênitas.
A orientação do Ministério da Saúde para as gestantes continua sendo a de adotar medidas com foco na redução da presença do mosquito tranmissor do zika, como a eliminação dos criadouroas, e na proteção, mantendo portas e janelas fechadas ou teladas, usando calças e camisas de manga comprida e no uso de repelentes permitidos para grávidas.
