Estado atrasa repasse da parcela do ICMS destinada aos municípios

Prefeitos do interior do Estado procuraram a Contilnet nesta quarta-feira (6) para denunciar o suposto atraso das transferências referentes à cota do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), destinada aos municípios, por parte do governo Tião Viana (PT). O repasse, que deveria ter sido transferido para as contas da prefeituras nas primeiras horas de terça-feira (5), não havia sido feito até a tarde desta quarta.

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As parcelas do ICMS são uma importante fonte de recursos que os municípios

As parcelas do ICMS são uma importante fonte de recursos que os municípios utilizam para a manutenção das despesas das cidades.

A reportagem da ContilNet entrou em contato com a secretária de Comunicação do governo do Acre, Andrea Zílio, que confirmou o atraso no repasse do recurso, e afirmou que até esta quinta-feira (7) o dinheiro será repassado. “O que houve foi uma falha na hora de gerar o relatório, mas amanhã o dinheiro será transferido”, resumiu.

O governo atrasou as transferências referentes à cota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) destinada aos municípios, segundo informou o site do jornal “Tribuna do Norte”.

O repasse de R$ 14,7 milhões seria encaminhado às prefeituras nesta terça-feira (5), mas, devido a entraves burocráticos alegados pelo governo não houve a transferência dos recursos.

O repasse de 25% dos ICMS arrecadado pelo governo do Estado aos municípios é uma determinação da Constituição, e deve acontecer sempre na terça-feira de cada semana. Nos critérios de repasse, são considerados aspectos como população dos municípios, área territorial e movimentação fiscal.

Os municípios deverão receber, junto com o repasse do ICMS, os valores correspondentes ao Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica).

O que mais impressionou a reportagem foi que nenhum dos denunciantes (prefeitos) quis ter a identidade revelada, apesar de maioria pertencer a partidos que fazem oposição ao governo. E de saberem que a denúncia é verdadeira,  confirmada pela Secretaria de Comunicação do governo estadual.

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