
Jamyl Asfury falou sobre denúncia envolvendo seu nome
Depois de ser acusado de saber do esquema da comercialização ilegal de casas populares do programa federal Minha Casa, Minha, o secretário Jamyl Asfury (Habitação) recebeu a reportagem da ContilNet na Casa Civil do governo e afirmou que sabia do esquema que envolvia servidores de sua pasta e “corretores de imóveis”. Segundo ele, ao tomar conhecimento do caso entregou toda a documentação que comprovariam as fraudes para investigação da Polícia Civil.
O secretário afirmou que sabia, mas isso não quis dizer que foi conivente ou que nada fez para combater a prática. Asfury explicou que após receber as denúncias de três pessoas e ter em mãos as documentações fez a denúncia à polícia que, junto com o Ministério Público, desencadeou a Operação Lares, que cumpriu mandados de busca e apreensão.
“Essa operação só foi desencadeada depois da minha informação para que eles [polícia e MP] começassem o trabalho. Tenho origem policial [Asfury é policial federal], só não podia fazer o trabalho de investigação pois não era da minha competência. Sou secretário de Habitação, então tive que encaminhar para a Policia Judiciária do Estado que é quem tem a competência para fazer a investigação”, disse ele.
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O secretário acrescentou dizendo que soube em um dia e no outro encaminhou ás autoridades competentes, ficando tudo registrando, além de abrir um processo administrativo. Jamyl Asfury destacou que não se pode dar visibilidade a nomes devido o processo seguir em segredo de Justiça, o que poderia atrapalhar as investigações.
Questionado pela reportagem se havia servidores dentro da Secretaria de Habitação facilitando o esquema de venda de casas dos programas sociais, o secretário explicou que dentro de um ‘bojo’ de informações alega-se que tem uma pessoa dentro passa que seria o contato das pessoas suspeitas do crime.
“Essa pessoa sob a hipótese de fazer parte ou conluio aproveitei para afastar de suas funções. Porque se permaneço, mesmo não tendo prova alguma, poderia ser que ela atrapalhasse as investigações. Então afastei, para que a gente desse a maior lisura possível. O maior interessado nisso somos nós. Sou eu, como secretário pela imagem, pela história que tenho não só na secretaria como na vida pública e na polícia como para o governo”, relatou Asfury.
Segundo ele, o governador Tião Viana (PT) determinou que fizesse todas as investigações possíveis com transparência, e que desse as casas para quem realmente precisa.
De acordo ainda com o secretário, o que chegou até ele foi uma lista com os nomes de pessoas, e que depois de checada a relação, não se teve a confirmação que foram beneficiadas. O que, para Asfury, se comprova com o denunciante que o acusa de saber de tudo que fez o pagamento de R$ 30 mil, mas não receber a casa.
“O rapaz que faz a alegação dentro da matéria de que pagou e não recebeu. Isso é um ponto positivo para nós. Isso mostra que o sistema que implantamos dentro da secretaria impediu que isso acontecesse [a fraude], então ponto positivo. Agora, se existe uma pessoa lá fora que vendeu essa casa a ele e não teve condições de entregar, então ele tem que tratar com essa pessoa. E como existe a possibilidade de fraude, a Policia Civil vem investigando, pois estamos percebendo que existe um estelionato dentro dessa história toda e alguém tem que pagar”, defende Asfury.
