O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), disse que cenário econômica atual é pior do que a volta do CPMFFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O deputado considera um “discurso raso”o argumento de que o país já tem uma carga tributária alta e, por isso, a CPMF não deve ser recriada. Para Picciani, o país já vive hoje um cenário “muito pior” em comparação a um cenário com CPMF. Picciani disse não ter “nenhuma paixão” pelo tributo, que é apontado pelo governo federal como a forma de se resolver os problemas relativos ao ajuste fiscal. “Mas neste momento eu sou a favor da CPMF. Claro que não tenho nada contra se alguém tiver uma outra ideia que destrave a economia e que faça os juros voltarem a ter um centro mais razoável, dando confiança ao investidor. Mas, neste momento, a única proposta que tem à mesa é a CPMF. Até que se tenha outra proposta, a simples negação não me convence. Discursos como o da Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], de que ‘eu não vou pagar o pato’, não me convencem. E não estou convencido de que o que é bom para a Fiesp seja bom para o país”.
O câmbio, na avaliação dele, também acaba se tornando mais um problema. “Além dos fatores externos, que são incontroláveis, tem o fato de todos [investidores] migrarem para os investimentos seguros lastreados em dólar, que é uma moeda forte”, disse o parlamentar. “Você tem, então, uma paralisia da economia. Portanto essa indecisão [sobre a questão da CPMF], essas ilações e esse falar contra têm custado muito caro ao país”, acrescentou.

