Zika vírus e dengue: situação dos municípios de fronteira é muito grave, denuncia vereador

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Vereador Carlos Portela (PPS)/Foto: Reprodução

No município de Epitaciolândia e Brasiléia, região de fronteira, a situação com relação ao mosquito Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, é grave. É o que afirma uma denúncia do vereador Carlos Portela (PPS). Enquanto os municípios afetados realizam 4 ciclos de prevenções por ano, em 2014, Epitaciolândia só realizou um e em 2015, apesar dos riscos, também só foi realizado um ciclo.

Tanta falta de cuidado por parte do poder público não poderia ter outra consequência: o vereador afirma que “o município já não suporta tanta gente com dengue, chikungunya e zika vírus”.

“Todos temos o direito à saúde. Saúde deveria ser prioridade em Epitaciolândia. O Acre tem quatro municípios em risco de dengue, de acordo com o Ministério da Saúde. Não é só a capital: as cidades de Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri estão em situação delicada. É preciso atenção”, afirma o vereador.

O órgão estabelece que índices acima de 3,9% indicam situação de risco para a doença. Em Epitaciolândia, no início de 2015, Portela conta que os dados apontam que pouco mais de 23% dos imóveis estariam infestados pelo mosquito transmissor da dengue, tendo reduzido no meio do ano e aumentado novamente no final de 2015.

“Antes de mais nada, é importante nós lembrarmos de que o combate à dengue é uma responsabilidade dos governos, sejam eles da esfera federal, estadual ou municipal e da coletividade. A coletividade deve participar das atividades que visem o combate à dengue, pois só a atuação conjunta do governo e da população levarão ao controle da doença em nosso município”, afirma o vereador.

A esfera municipal deve montar um sistema de vigilância epidemiológica da doença e um sistema de controle do mosquito, tendo para isto financiamento das ações pelo Ministério da Saúde. O nível estadual é responsável pela coordenação da Vigilância Epidemiológica e responsável pelo diagnóstico laboratorial, medidas de controle em casos de epidemia, capacitação de pessoal para o trabalho de vigilância epidemiológica e controle e pesquisas na área.

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