
Assessor Weverton Matias e porta-voz da Rede, Carlos Gomes
O clima político no país não é dos melhores. Com as chances de impeachment da presidente Dilma Rousseff e da situação delicada vivida pele ex-presidente Lula, ambos do Partido dos Trabalhadores, a situação também se reflete no Acre. Isso tem feito com que o confronto entre militantes de direita e esquerda aconteçam frequentemente, tendo as redes sociais como principal campo de batalha.
Na última terça-feira (29), o assessor de Juventude do Estado, Weverton Matias, usou seu perfil no Facebook para tecer criticas à ex-senadora Marina Silva (Rede), que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República. Na postagem, o assessor pediu para que os acreanos parem de “dar moral” para Marina, em virtude de um comentário feio por ela sobre a saída do PMDB da base de sustentação do governo.
“Galera, na boa. Parem de dar moral para Marina Silva. Não é porque ela fez um comentário razoavelmente coerente, que precisamos colocá-la em um pedestal. Marina é oportunista tanto quanto o PMDB, contraditória ao nível dos tweets de Temer e sedenta pelo poder igualmente a todos os que investem no golpe.”
No comentário em questão, Marina falou em ‘jogada política’, e afirmou que o PMDB deve um pedido de desculpas ao País por “ter sido igualmente responsável por tudo o que levou à situação atual”. Na mesma publicação, Weverton ainda afirma que Marina está tentando se autopromover, acusação que já lhe foi imputada em ocasiões anteriores.
“Façam-me favor! Estamos em uma disputa de classes, bora deixar essa diplomacia para depois. Lutamos em campos opostos ao dela. Nós resistimos por uma convicção chamada democracia. Já Marina, tenta mais uma vez se promover tirando proveito da situação, às custas do caos institucional e da instabilidade política que estamos vivendo”.
O porta-voz da Rede no Acre, Carlos Gomes rebateu, em comentário, as críticas de Matias. Carlos ainda questionou para qual classe que Weverton luta, por ter um “salário de assessor de mais de 15 mil reais” e estar “na defesa de cargos e da manutenção do status quo”.
“Marina incomoda muita gente, incomoda, sobretudo os que saem na defesa de cargos e da manutenção do status quo. Um exemplo? Seu salário de assessor de mais de 15 mil reais, vc (sic) está lutando por qual classe? Além de defender seus companheiros que estão arrolados na lava jato. Democracia não tem relação com roubos do que é público, não tem relação com o uso indevido do Estado, democracia não é palavra de moda para ser usada ao bel prazer das conveniências de plantão. Certamente vc (sic) não está lutando pelas pessoas que hoje somam o aumento expressivo e lamentável do número de miseráveis”.
Weverton respondeu a declaração de Carlos, afirmando que suas opiniões parecem estar “contaminadas pela lógica da disputa rasa” e de que a Rede, no Acre, tenta “vender” a ideia de que “são seres iluminados”.
