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25 julho, 2021 3:43 am

El Niño pode ter influência direta na ausência de enchentes no Acre e rios no sul da Amazônia

POR Ton LIndoso, da COntilNet

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Rio Acre registrou níveis muito inferiores se comparados ao mesmo período de 2015/Foto: Secom

Mesmo se aproximando da cota de alerta, o rio Acre este ano não preocupou as autoridades da Defesa Civil em relação ao risco de enchente. O rio registrou níveis muito inferiores se comparados ao mesmo período de 2015, quando o Estado viveu maior enchente de todos os tempos. Isso pode ter ocorrido graças ao fenômeno El Niño, que desde o segundo semestre de 2015 atua com força sobre o Oceano Pacífico, aquecendo suas águas, provocando o desequilíbrio das chuvas em várias partes do mundo.

De acordo com especialistas em meteorologia, o fenômeno mudou o padrão de circulação dos ventos sobre a América do Sul, minimizando a estação chuvosa no sul da Amazônia, localmente conhecida como “inverno amazônico”. A minimização foi sentida em grandes rios da região amazônica, como o rio Acre.

O site “De Olho no Tempo”, especializado em previsões meteorológicas e dados sobre o clima na região Norte, afirma que a o nível dos rios, principalmente os mais extensos, sofreu pouco impacto graças à chuva, que não caiu de forma generalizada ou em grande quantidade sobre a maioria das bacias.

“Também não houve registro de chuva em grande quantidade nas principais bacias de rios que nascem na Bolívia e Peru, e que naturalmente percorrem terras brasileiras entre os Estados do Acre e Rondônia”, diz um trecho de uma publicação do site.

No Acre, o único que causou maiores preocupações foi o rio Juruá, situado na região homônima. rO nível registrado na primeira quinzena de fevereiro foi 11,85 metros, cinco centímetros acima da cota de alerta. O rio Acre chegou apenas a casa dos 11 metros –a cota de alerta é de 13,50m .

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