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Maduro diz que Lei de Anistia “protege criminosos”

Por Agência Lusa

epa05121961 A handout photograph made available by Venezuela Presidency shows President Nicolas Maduro, as he participates at an event in Caracas, Venezuela, 23 January 2016. Maduro announced that he will go against his colleague from Argentina, Mauricio Macri, and other right-wing leaders, during the Summit of the Community of Latin American and Caribbean States (CELAC) to be held next week in Ecuador.  EPA/MIRAFLORES PRESIDENCY HANDOUT  HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou nessa terça-feira (29) que não vai promulgar a Lei de Anistia, aprovada pelo Parlamento, onde a oposição ao governo tem maioria, por considerar que ela tem como objetivo proteger criminosos.

“Estão aprovando uma lei para proteger assassinos, criminosos, narcotraficantes e terroristas”, disse Maduro, acrescentando que leis para amparar terroristas e criminosos não passarão. “Por aqui não passam, façam o que fizerem”.

O chefe de Estado venezuelano fez o comentário durante encontro, transmitido obrigatoriamente pela rádio e televisão, com trabalhadores do setor de educação no palácio presidencial de Miraflores, no dia em que a Assembleia Nacional discutiu a lei.

A ordem do dia do plenário foi alterada para retomar o debate do projeto de Lei de Anistia, aprovado em fevereiro. A discussão foi iniciada sob críticas da bancada chavista (leal ao governo), que qualificou o projeto como “lei de amnésia criminal”.

“Esta lei pretende lançar as bases da reconciliação nacional”, afirmou a deputada Delsa Solórzano, durante o debate de votação de cada um dos 29 artigos do projeto. O texto prevê a libertação de 76 prisioneiros políticos e a anistia de centenas de venezuelanos “perseguidos e exilados” devido à sua oposição ao poder chavista, que dirige a Venezuela há 17 anos, declarou a deputada.

A lei pretende beneficiar principalmente um grupo detido durante os protestos contra o presidente da Venezuela, no início de fevereiro de 2014, liderado por Leopoldo López, condenado a quase 14 anos de prisão pela violência ocorrida em um desses dias.

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