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Tudo indica que eles estão ao lado do golpe, diz presidente estadual do PT sobre a saída do PMDB

Por Gina Menezes, da contilNet

Ermício Sena

Ermício Sena

A saída do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) da base de sustentação do governo Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional, anunciado na tarde desta terça-feira (29) em Brasília, provocou reações controversas entre diversas lideranças políticas do Acre.

Para o presidente da executiva estadual do PT, Ermício Sena, a atitude do agora ex-aliado PMDB é incompreensível já que seus membros sempre foram contemplados na estrutura do poder. Sena diz a atitude dos peemedebistas pode ser encarada como um apoio ao que ele chama de “golpe” contra Dilma.

O presidente do PT afirma que, embora o anúncio do rompimento já fosse esperado, não deixou de ser surpresa a coragem do presidente nacional do PMDB e vice-presidente da República Michel Temer, que não levou em conta a aliança que vinha sendo mantida com o PT há muito tempo.

“É uma decisão soberana do partido, sabíamos que poderia acontecer, só não esperávamos que fosse em um momento como este. Fazer isso agora faz parecer que é um apoio ao ‘golpe’. Qualquer tentativa de tentar tirar a presidente Dilma do poder é golpe, haja vista que não há qualquer comprovação que ela cometeu crime de responsabilidade fiscal”, defende Sena.

Sinhasique comemora rompimento

Enquanto ele lamenta e tece críticas, a líder do PMDB na Assembleia Legislativa, Eliane Sinhasique, comemora o rompimento com o PT. “Era o que mais queríamos nesse momento. É uma vitória para o partido e para todo o povo brasileiro”, diz.

O deputado federal Sibá Machado (PT) minimiza os efeitos do rompimento e diz que apenas uma parte do PMDB deixará de apoiar a presidente Dilma Rousseff. Machado afirma ainda que parte do PMDB sempre apoiou o PSDB.

“O PMDB de Eduardo Cunha já entrou no governo criticando a presidente Dilma. Alguns deles votaram no Aécio Neves (PSDB), mas a vitória não é tão grande quanto eles estão cantando, muitos deputados do PMDB se pronunciam contra o golpe [processo de impeachment]”, afirma o ex-líder do PT na Câmara.

O senador Sérgio Petecão (PSD) classificou como compreensível a postura do PMDB. “Hoje, por mais que queiram, está difícil defender o PT. Eles não tinham outra saída, a situação é insustentável”, disse o senador, sem informar se seu partido, o PSD, seguirá o mesmo caminho do PMDB. Nos bastidores se especula de que o rompimento peemedebista com o Planalto poderia acarretar em outras legendas adotando mesma postura, entre eles PR e PSD.

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