Durante audiência na Aleac, médico diz que classe médica é tratada com falta de respeito

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Médicos e secretário de Saúde participam de audiência na Aleac/Foto: ContilNet

Foi tenso o clima no embate entre o deputado estadual Heitor Júnior (PDT) e o médico Paulo Henrique Valadares durante a audiência pública da Comissão da Saúde, na Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira.

Ao se pronunciar na audiência, o médico fez questão de ressaltar a falta de respeito com que vem sendo tratada a classe médica, tanto no Acre como no Brasil. “A classe médica exige respeito da população e dos políticos”, afirmou.

Com um discurso que repudia acusações e a dúvida levantada em relação à responsabilidade e competência da classe, o médico utilizou um tom mais ríspido ao lembrar que a atual situação do quadro de saúde no País é de responsabilidade dos parlamentares.

“Vocês são os responsáveis pela situação caótica do Sistema Único de Saúde (SUS) e da saúde em geral no Brasil. A falta de infraestrutura, o não-encaminhamento de verbas públicas e a leviandade com que são tratadas as questões em relação ao setor são as maiores razões dessa situação pífia em que nos encontramos.”

Logo depois o deputado estadual Heitor Júnior pediu a palavra para exigir o registro do discurso do médico, que teria tratado de forma desrespeitosa a instituição, assim como seus parlamentares ao chamá-los de levianos.

“Quero que fique registrada a agressividade do discurso proferido pelo doutor Paulo, que ataca de forma desrespeitosa os parlamentares aqui presentes, nos acusando de levianos”, pontuou.

O deputado estadual Gehlen Diniz (PP) fez questão de declarar que a Casa não tinha interesse em ser inimiga de uma classe tão importante como a dos médicos, mas que não medirá esforços a fim de solucionar problemas trazidos até ele pela própria população.

“O senhor tem que lembrar que nós somos porta-vozes do povo, e devemos sim nos utilizar da tribuna para apresentar queixas e questionamentos, que chegam até nós através da população. E como oposição, é ainda mais importante que questionemos a funcionalidade não satisfatória de setores públicos do Governo.”

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