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Estelionatários usam informações de pacientes para aplicar golpes; idoso tem prejuízo de R$ 1,7 mil

Por REDAÇÃO CONTILNET

"Eu me desesperei e fui ao banco pedir dinheiro", disse o idoso, vítima de estelionato

“Eu me desesperei e fui ao banco pedir dinheiro”, disse o idoso, vítima de estelionato/Foto: Reprodução

Aproveitando-se do momento de fragilidade de famílias que têm parentes internados com problemas de saúde no Pronto-Socorro da capital, estelionatários vêm usando informações desses pacientes para aplicar golpes por telefone pedindo dinheiro.

Na tarde desta quinta-feira (19), um idoso de 73 anos teve um prejuízo de mais de R$ 1.700 reais.

De acordo com o idoso José Rodrigues Lima, a esposa está internada no hospital e seu filho recebeu no início da tarde uma ligação com o prefixo de Goiás cujo homem se dizia médico.

Ele detalhou informações pessoais da esposa e de seu estado clínico, pedindo para que fosse depositado em uma conta o valor de R$ 1.200 para a realização de exames e mais R$ 530 para a compra de medicamentos.

“Eles sabiam tudo sobre ela,  sabiam o meu nome e até o do meu enteado. Deram o número do leito  e disseram o estado clínico da minha esposa. Eu me desesperei e fui ao banco pedir dinheiro”, disse inconformado José Rodrigues.

Seu José pediu adiantamento de seu décimo terceiro salário para realizar o pagamento e depositou na conta dada pelo estelionatário. Ao chegar ao Pronto Socorro com os comprovantes em mãos, ele foi informado através da administração que havia caído em um golpe.

“Eu só fiquei muito chateado porque não entendo como é que os dados de uma pessoa internada no hospital vão parar nas mãos de trapaceiros, é só o que não consigo entender”, protestou.

A assessoria da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), representada por Nayanne  Santana, se posicionou sobre o assunto e disse que nenhum profissional de saúde tem autorização para  para pedir auxílio ou dinheiro de famílias de pacientes, “em hipótese alguma”.

“Eles agiram usando o nome do Pronto-Socorro, mas poderia ser de qualquer unidade, pública ou privada. Nós queremos reafirmar que a saúde pública acredita no seu quadro de profissionais que são  qualificados e que todos agem dentro da ética. Nenhum deles é  autorizado a pedir auxílio ou dinheiro à família. Como o estelionatário soube das informações, nós não podemos afirmar, pode ter sido até em contato com algum familiar que comentou em algum lugar, não cabe a nós julgar”, afirmou Nayane Santana

A assessoria ainda reforça que, caso alguém receba ligações em nome de qualquer unidade pública, que não façam nenhum tipo de negócio e procurem imediatamente a polícia.

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