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Manifestantes dizem que só saem da Aleac se for para casas populares

Por Gina Menezes, da Contilnet

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Manifestantes estão há 10 dias acampados na Aleac/Foto: ContilNet

Cerca de 60 pessoas completaram 10 dias que estão acampadas no hall de entrada da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac). Elas reiteraram na manhã desta terça-feira (31) que só deixarão o local quando forem beneficiadas pela Secretaria de Habitação e Interesse Social (Sehab) com casas, possuindo título definitivo.

Manifestantes criticam Tião Viana e Jamyl

Os “sem-teto” subiram hoje ao primeiro andar da Aleac, onde são realizadas sessões, para protestar contra o ex-secretário da Sehab e atual deputado estadual Jamyl Asfury (PDT), em cuja gestão explodiu o escândalo da venda de casas populares.

De acordo com Lidiane Cavalcante, mãe de três crianças, não dá mais para aguardar a entrega das unidades habitacionais, para a qual ela se inscreveu há mais de quatro anos, e nem para depender de aluguel social.

Lidiane afirma que o governo atrasa o pagamentos dos referidos aluguéis e os moradores têm que enfrentar humilhações.

Deitada em uma barraca com uma das crianças, Lidiane diz que só abandonará o prédio do parlamento quando receber as chaves da casa própria. “Estou decidida. Daqui eu não saio. Precisamos de ajuda e o governo tem que ver isso.”

Posicionada próxima a um cartaz onde cobra providências contra o ex-secretário, Gigliane Silva, mãe de dois filhos, conta que desde o ano passado aguarda a entrega da casa para a qual teria sido sorteada. “Ainda me fizeram visitas, mas a casa mesmo nunca saiu.”

Enquanto alguns permaneciam acomodados no hall assistindo televisão ou conversando com outras pessoas acampadas, alguns dos manifestantes acompanhavam o discurso de Jamyl na tribuna, que ocorreu no chamado “pequeno expediente”. Debaixo de vaias e toque de apitos, o ex-secretário teve que abreviar o discurso.

Famílias cobram casas populares/Foto Rerodução WhatsApp

Enquanto alguns permaneciam acomodados no hall de entrada assistindo televisão ou conversando com outras pessoas acampadas, alguns dos manifestantes estiveram no primeiro andar da Aleac para acompanhar o discurso de Jamyl Asfury que ocorreu no chamado pequeno expediente. Sob vaias e “apitaço”, o ex-secretário abreviou o discurso.

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