“A União Europeia tem contribuído para reconciliar países que tiveram problemas durante décadas”, acrescentou Cameron em discurso no Museu Britânico, em Londres, lembrando os conflitos que sacudiram a Europa nos últimos séculos.
Para o primeiro-ministro, é do “interesse do Reino Unido manter o objetivo comum na Europa”, de forma a evitar futuros conflitos entre países europeus. Ele defendeu que o Reino Unido se mantenha como Estad0-Membro da UE para que esse esse objetivo seja alcançado.
“Cada vez que fechamos a porta à Europa, mais cedo ou mais tarde acabamos por lamentar, quer sejamos nós a influenciar a Europa ou ela a nos influenciar”, destacou.
O primeiro-ministro britânico insistiu no fato de que a UE amplia os poderes do Reino Unido no mundo, ideia contrariada pelos que defendem a saída dos “28”, que sustentam que a influência do país será maior fora da comunidade europeia.
“Nesta perigosa situação atual, a maior cooperação possível com os vizinhos europeus é essencial”, insistiu Cameron, lembrando os desafios que representam o grupo Estado Islâmico, a Rússia e a crise dos refugiados.
Cameron também lembrou Winston Churchill, primeiro-ministro britânico durante a 2ª Guerra Mundial. “No pós-guerra, apoiava com paixão a aproximação dos países da Europa Ocidental, a promoção das livres trocas e a criação de instituições duradouras para que o continente nunca mais revivesse um conflito sangrento”.
No próximo dia 23 de junho, os britânicos vão se manifestar, em um referendo, sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia. Até agora, as pesquisas mostram indefinição.
