Rio Branco, Acre,


Aliado de Tião Viana pede a renúncia de Temer e nova eleição

Deputado federal Cesár Messias
Deputado federal Cesár Messias

“Tira Dilma, entra Temer; tira Temer, entra Cunha; tira Cunha, entra Renan. Que Brasil é este?”. Com estas palavras, o deputado federal César Messias (PSB) registrou seu voto contrário à abertura de impeachment da presidente Dilma Rousseff na sessão da Câmara dos Deputados registrada no dia 17 de abril. Ele as lembra agora ao afirmar que “pelo bem do povo brasileiro, Michel Temer, tem que renunciar, pois trouxe para dentro do governo as pessoas mais envolvidas nas investigações da Operação Lava-Jato que apura casos de corrupção na Petrobras e em outras estatais.

“O comando do País está entregue a quem implantou e praticou a corrupção que vivemos hoje: Sarney, Cunha, Temer, Lobão, Jucá e Renan. Não podemos ter essa podridão toda dentro do governo. Não podemos ter essas sanguessugas consumindo nossa democracia, corroendo as instituições e apodrecendo a política”, argumentou César Messias.

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O parlamentar socialista lembrou que no momento em que o presidencialismo de coalisão foi implantado no Brasil pelo então presidente José Sarney, em 1995, quando assumiu o comando da nação no lugar de Tancredo Neves que falecera antes de assumir o cargo, também foi implantada uma nova forma de corrupção que se baseava, principalmente, no fisiologismo, na negociata de cargos e do toma-lá-dá-cá.

“É claro que a corrupção no Brasil já existia antes do Sarney. Disso não tenho dúvida, mas a corrupção iniciada com a entrega de cargos para aliados, de botar testa-de-ferro de políticos na direção de empresas públicas e em ministérios para ficarem saqueando o erário, surgiu naquele momento com o presidencialismo de coalisão que o Sarney implantou, que o PMDB implantou no Brasil.”

Cesar Messias, no entanto, não isenta os demais partidos da prática de corrupção. Ele lembra, inclusive, que no seu partido também há suspeitos do cometimento de crimes na Lava-Jato, bem como o PT, que também tem dirigentes envolvidos em diversos casos investigados no País.

“O PT chegou no poder e não tinha em seu meio tanta corrupção. Mas o PT foi contaminado pelo sistema que foi implantado no Brasil pelo PMDB”, disse. “E é bom que se diga que o PT e o PSB não encabeçam a lista dos partidos mais corruptos do Brasil. Antes deles vem o DEM, o PMDB, o PSDB, o PP, o PTB, o PDT, o PR e o PPS. O PT aparece em nono nessa lista e o PSB em décimo primeiro”, explica. Mas não há dúvida de que o PMDB que aparece em segundo, sempre esteve no centro de toda essa podridão”, completou.

Temer também é suspeito de corrupção

Nos últimos dias, o cenário político foi agitado com o vazamento de informações da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, prestada nas investigações da Operação Lava Jato e homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Machado revelou que o presidente interino Michel Temer (PMDB) teria negociado propina para a campanha de Gabriel Chalita (PDT) à prefeitura de São Paulo, em 2012, pelo PMDB.

“Vejam vocês: não é só os ministros e principais assessores de Michel Temer que são suspeitos de prática de crimes de corrupção. Agora ele próprio é suspeito ao ser citado tacitamente por Sérgio Machado. Sendo assim, Michel Temer não tem condição ética ou moral para ser presidente e deve renunciar imediatamente”, declarou César Messias.

Sérgio Machado também citou outros políticos de renome nacional, entre eles Renan Calheiros, Edison Lobão, Jader Barbalho, Romero Jucá, José Sarney, todos do PMDB, além de outros de partidos diversos.

Há duas semanas, as notícias principais dos jornais no País e fora dele davam conta do pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR).

“Essa é a cúpula do PMDB. Todos citados na Lava-Jato e suspeitos de práticas de crimes incompatíveis com os cargos que ocupam.”

A saída é eleições gerais para todos os níveis

“Defendo a realização de eleições gerais para por fim, definitivamente, nos problemas políticos que afligem o País. Entendo que o povo brasileiro não quer mais Dilma Rousseff, mas também não deseja ver a nação governada por Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha”, garante o parlamentar acreano.

Para César Messias, é preciso “passar uma régua”, para reiniciar novos mandatos parlamentares e executivos a partir do zero, dando oportunidade para que o povo brasileiro escolha nomes que não tenham a ficha suja e apresentem conduta ética e moral mais adequadas.

Propostas similares também são defendidas por outros parlamentares do Senado e da Câmara. A maioria delas, no entanto, prevê apenas novas eleições presidenciais. Mas para que alguma delas venha a vigorar, é necessário que seja apresentada em forma de Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Nesse caso, a PEC depende de três quintos dos votos em dois turnos de votação em cada uma das casas legislativas (equivalente a 308 votos na Câmara e 49 no Senado). (Assessoria)

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