Rio Branco, Acre,


“Ela queria formar cidadãos e não apenas jogadores”, diz ex-atleta sobre Iolanda

O velório ocorre na Capela São João Batista, na avenida Antônio da Rocha Viana

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Dona Iolanda ao lado do neto Marcus Augusto/Foto: Arquivo pessoal

Morreu início da noite desta segunda-feira (6) a senhora Iolanda Souza e Silva, 91 anos, de falência múltiplas dos órgãos em decorrência da elevada idade.

Dona Iolanda foi uma das mais. atuantes desportistas do Acre e uma das fundadoras do Atlético Clube Juventus, em 1º de março de 1966, conquistando o reconhecimento de grande dama do esporte acreano

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Marcus Augusto Silva, neto de dona Iolanda, lembra com muito orgulho que sua avó foi uma das primeiras mulheres a frequentar um estádio de futebol, que sempre foi muito voltada para a juventude e o esporte, mas também prezava muito pelos estudos dos jovens.

“Uma das prerrogativas de quem jogava no Juventus era ter que estudar. Na época, na universidade, ela juntamente com outros colaboradores conseguiam bolsas para os atletas, algo pioneiro no Brasil, um trabalho de formação humana que ela fazia com muita presteza”, lembra o neto.

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Ainda de acordo com Marcus Augusto, dona Iolanda também desenvolvia várias ações sociais por meio do Clube Juventus, entre elas festas beneficentes em que toda a arrecadação era distribuída para hospitais, creches, Lar dos Vicentinos, entre outras instituições que precisavam de doações.

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“Ela juntamente com o saudoso Elias Mansour diziam que, para jogar no Atlético do Juventus, primeiro tinha que estudar”, diz professor

Na década de 90, dona Iolanda foi uma das fundadoras do grupo Anos Dourados, que reunia as senhoras mais elegantes e finas da sociedade acreana, passando a prestigiar e organizar grandes eventos sociais e solidários.

Professor Maurício Generoso, figura importante dentro do Juventus e no esporte acreano, também lembra da preocupação de dona Iolanda com os estudos dos jovens atletas na época.

“Ela juntamente com o saudoso Elias Mansour diziam que, para jogar no Atlético do Juventus, primeiro tinha que estudar. Ela já pensava naquela época que nós tínhamos que ser cidadãos e não apenas jogador de futebol, além do trabalho relevante que ela prestou ao Juventus como fundadora. Dona Iolanda foi uma mulher que nos ajudou através do esporte a ter caráter, personalidade e aprender a decidir as coisas da vida com dignidade.”

O velório ocorre na Capela São João Batista, na avenida Antônio da Rocha Viana, e o sepultamento será nesta terça, às 16 horas, no cemitério São João Batista, em Rio Branco.

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O velório ocorre na Capela São João Batista, na avenida Antônio da Rocha Viana/Foto: ContilNet

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