Rio Branco, Acre,


Morre aos 96 anos o acreano Jarbas Passarinho, ex-governador do Estado do Pará

Jarbas Passarinho nasceu no dia 11 de janeiro de 1920 em Xapuri

201606050252330000005768O ex-governador do Pará Jarbas Passarinho morreu na manhã deste domingo (5) na casa em que morava, em Brasília. Ele tinha 96 anos e morreu em decorrência de problemas de saúde devido à idade avançada. O governo do Pará decretou luto oficial por três dias por conta da morte do ex-governador. O velório e o enterro serão em Brasília.

Jarbas Passarinho nasceu no dia 11 de janeiro de 1920 em Xapuri, no Acre, mas iniciou sua trajetória política no Pará. Governou o estado de 1964 a 1966. Foi senador por três mandatos e atuou como Ministro do Trabalho, Ministro da Educação e Ministro da Previdência Social no governo militar, além de ter sido Ministro da Justiça no governo Fernando Collor. Seu primo Aldir Guimarães Passarinho foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) entre 1982 e 1991.

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TRAJETÓRIA

Fez carreira no Exército e, em agosto de 1962, no governo de João Goulart, alcançou o posto de tenente-coronel. No mesmo ano, passou a chefiar o estado-maior do Comando Militar da Amazônia e da 8ª Região Militar (8ª RM), sediada em Belém. Foi nesse posto que Jarbas Passarinho participou da articulação do movimento político-militar que, em março de 1964, depôs Goulart.

Indicado pelo novo presidente Humberto Castelo Branco, Jarbas Passarinho assumiu o governo do Pará em junho de 1964, eleito por via indireta pela Assembleia Legislativa do estado após o impeachment do governador Aurélio Correia do Carmo, acusado de corrupção pelas novas autoridades.

Filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio à ditadura, tornou-se presidente da seção paraense da sigla. elegeu-se senador pelo Pará pela legenda, em novembro de 1966. Obteve cerca de 205 mil votos. Neste mesmo ano, apoiou a escolha do general Artur da Costa e Silva para suceder o presidente Castelo Branco. Em março de 1967, um mês depois de ter assumido o cargo no Senado, foi convidado para o Ministério do Trabalho e Previdência Social. Ainda em 1967, Passarinho passou para a reserva com a patente de coronel.

Como integrante do Conselho de Segurança Nacional, Passarinho foi signatário do AI-5. Quando o general Emílio Garrastazu Médici assumiu a Presidência da República no dia 30 de outubro de 1969, convidou Passarinho para ser ministro da Educação. Em sua gestão, uma novidade foi a criação do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), em setembro de 1970. O programa tinha a pretensão de diminuir a taxa de analfabetismo de 33%, registrada pelo censo de 1970, para 8%.

Em março de 1974, quando o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência da República, Passarinho reassumiu sua cadeira no Senado.

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