Para o jovem, os estudantes de baixa renda devem ser os mais beneficiados com o projeto, visto que não contam com recursos financeiros para frequentar um cursinho pago e encontram enormes dificuldades para ser selecionados nos cursos superiores mais disputados da universidade pública.
Jaidesson, que se formou em jornalismo no Instituto de Ensino Superior do Acre (Iesacre) através de uma bolsa da própria instituição e também é aluno de letras da Ufac, defende que a universidade firme parcerias com o poder público para abrir cursinhos populares nos bairros e leve com isso seus graduandos à prática docente.
“A entrada na universidade é o sonho de muitos jovens, principalmente para aqueles de baixa renda. É por isso que defendo a implantação de cursinhos regulares nos bairros que deem condições para nossa juventude fazer o Enem ou vestibular e criem também neles uma consciência crítica”, reforçou o pré-candidato.
A Ufac já vem realizando iniciativas nesse sentido em alguns municípios do interior. No câmpus de Rio Branco, por iniciativa própria o curso de medicina atende mais de 100 adolescentes do ensino médio com aulas gratuitas preparatórias para o Enem e já ajudou vários jovens a realizar o sonho de fazer uma faculdade.
“Tais projetos e serviços ajudam a universidade pública a se aproximar da comunidade, como determina o Plano Nacional de Educação, o qual prevê agora que 10% da grade curricular dos cursos superiores sejam utilizados com projetos de extensão que levem ações sociais até à comunidade”, encerrou Jaidesson.

