Adepol emite nota de repúdio sobre declarações de deputado a respeito de investigações

Na manhã desta sexta-feira (16), o deputado federal Major Rocha convocou a imprensa para falar a respeito da prisão de sua agora ex-assessora durante a Operação Êxodo, desencadeada pela polícia civil na manhã da quinta-feira (15). Durante a coletiva de imprensa, o parlamentar afirmou que vai pedir que o caso passe para a alçada da Polícia Federal (PF).

Rocha questionou a falta de demais provas e indícios e disse que houve irresponsabilidade dos delegados envolvidos. Em nota, a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Acre (Adepol) repudiou o que eles consideraram “desrespeito aos servidores da instituição, em especial a seus delegados, ao realizar comentários maldosos” por parte do deputado.

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Lideranças da Segurança durante a coletiva sobre as investigações /Foto: ContilNet

A diretoria da Adepol salienta ainda que “todos os aspectos legais foram devidamente resguardados, inclusive no que tange à imunidade parlamentar” e que a Operação Êxodo, assim como as demais operações feitas pela Polícia Civil, demonstra o compromisso que a instituição tem com a sociedade acreana.

Leia a nota de repúdio na Integra:

A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Acre (Adepol) repudia o desrespeito aos servidores da instituição Polícia Civil do Acre, em especial a seus delegados, ao realizar comentários maldosos externados pelo deputado Federal Major Rocha, no dia 16 de setembro de 2016, em coletiva à imprensa, acerca da condução da Operação Êxodo. Na ação policial, foram presas 63 pessoas suspeitas de envolvimento com o crime organizado, entre elas, dois assessores do referido deputado.

A Adepol, conhecedora do nível técnico-jurídico dos policiais envolvidos na investigação e na condução da operação, salienta que todos os aspectos legais foram devidamente resguardados, inclusive no que tange à imunidade parlamentar. Inobstante, o deputado, ao tomar conhecimento das prisões, de imediato, exonerou a assessora com a qual tinha vínculo formal, confirmando as investigações e repassando à sociedade a certeza de que a mesma tem envolvimento com o crime.

A exemplo de tantas outras operações conduzidas pela Polícia Civil, a Operação Êxodo representa o compromisso que a instituição, seus delegados e demais policiais têm com a sociedade acreana ao não se dobrarem diante do crime organizado, independente de suas ramificações.

Os delegados da Polícia Civil do Estado do Acre continuarão firmes na realização de seu mister, agindo com imparcialidade, zelo, urbanidade e decoro, independente da reação rancorosa e desproporcional de quem é investigado, preso ou que tenha ligações ou interesses com pessoas pertencentes a organizações criminosas.

Rio Branco, 16 de setembro de 2016.

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