O formato totalmente ultrapassado para a realidade local na nova forma de campanha eleitoral, associado a um “acordo de cavalheiros” para manter os apoiadores distantes, fez com que pouca emoção houvesse no debate da TV Globo em Rio Branco. O debate foi quase tão frio quanto os outros, ainda que com pequenos momentos de emoção.
É preciso ressaltar que a Rede Globo retirou Carlos Gomes do debate após uma decisão favorável à empresa do TSE. Mesmo com tudo arrumado e os candidatos já devidamente distribuídos, o candidato da Rede teve de sair.
O engessamento das TVs locais ao tempo disponibilizado pelas redes para os debates locais é um dos grandes problemas, além do que, um formato definido nacionalmente não leva em conta as realidades regionais.
Debate contou apenas com três candidatos /Foto: Régis Paiva/ContilNet
Por conta dessa obediência ao regramento nacional, o tempo para os comentários e para a resposta era pequeno. Quando os candidatos tentavam aquecer a discussão, eram cortados. Com isso, perdia-se o brilho da discussão dos principais temas.
No decorrer do debate, Marcus Alexandre tentava parecer mais firme. O candidato à reeleição formulava as perguntas de forma mais efusiva e era possível perceber um certo tom de ironia em suas réplicas.
Por outro lado, Alexandre ao responder às perguntas, utilizou por diversas vezes o bordão “no local tal, eu estive lá”. O discurso foi o mesmo, sempre lembrando o fato de visitar os diversos locais da cidade. “Não é só na época de campanha”, repetia muito.
Carlos Gomes chegou a estar posicionado para início do debate /Foto: ContilNet
Por sua vez, Eliane Sinhasique atacou o PT nacional. Lembrou até o envio dos recursos para Venezuela, Cuba, Uruguai e Moçambique. Vaz e Eliane insistiram nas parcerias com a sociedade. Quando ela foi espontânea, saiu-se bem.
Um detalhe visível e que ficou latente foi de que Raimundo Vaz tem dificuldades ao lidar com a câmera. Como no debate anterior, não conseguiu finalizar algumas perguntas. Eliane quando se soltava e não tentava discutir, atuava com mais desenvoltura, aproveitando sua experiência com a câmera e o microfone. Além disso, quando a câmera era mantida sobre Marcus Alexandre, este, sem saber, fazia caras e bocas, demonstrando o que seria um certo desconforto.
Em sua análise final, Eliane destacou a parceria com o Governo Federal e os dois senadores da República. Vaz lembrou a ausência de Carlos Gomes, mas perdeu um terço do tempo apenas nos comentários iniciais. Alexandre lembrou mais uma vez que esteve nos locais onde esteve e agradeceu aos candidatos a vereador e partidos coligados.
