Reality show
“Eu estou há 35 anos no serviço público, conheço muito bem cada rua da Capital, não precisei decorar nada, não preciso de reality show”, disse o candidato Raimundo Vaz (PR) para o prefeito Marcus Alexandre no debate da TV Acre.
O inimigo em fuga
Vaz pegou pesado ao afirmar insistentemente que Marcus Alexandre fugiu do debate, se esquivou de responder temas polêmicos, um deles, com relação ao orçamento da Emurb, estatal que está sob investigação do Ministério Público Estadual.
Sem conteúdo
Como a coluna comentou durante todo o processo eleitoral, o debate e a propaganda de rádio e TV desta campanha foram fracos, sem conteúdo programático e ausente de respostas a temas pontuais. Transporte coletivo, o maior gargalo nessa gestão, em nenhum momento foi explorado. Parece que vivemos em Curitiba.
AME surda e muda
A Associação do Militares do Acre (AME) permanece surda e muda em relação às polêmicas envolvendo policiais nas últimas semanas. Precisa se manifestar não apenas com relação ao excesso nas abordagens, mas também, com relação aos supostos “bicos” feitos por esses profissionais fora da caserna.
Dinheiro em caixa
Segundo o deputado federal Major Rocha (PSDB), recursos prometidos pelo senador Gladson Cameli (PP) para a Policlínica da PM do Acre já estão liberados, mas podem voltar aos cofres da união por conta do comando não apresentar até agora, projeto de execução do dinheiro. Para Rocha, o Palácio Rio Branco interfere com politicagem no caso.
O custo da democracia
Mais de cinco milhões de reais serão gastos para que o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE/AC) execute as eleições nos vinte e dois municípios do Estado. Aproximadamente 10 mil pessoas e pouco mais de R$ 5 milhões são necessários para fazer uma eleição no Acre, que conta com 541 mil eleitores aptos a votar e mais de 2 mil candidatos registrados.
Indeferido
O vereador Fernando Martins, do PCdoB, consta na lista do Tribunal Regional Eleitoral como um dos que concorrem através de recurso no pleito deste ano a uma vaga na Câmara Municipal. Seu registro de candidatura foi indeferido.
Oração forte
Os candidatos a prefeito e vereador das regiões mais isoladas do Estado precisam contar com a sorte no dia da eleição. Além dos investimentos necessários de uma campanha, eles rezam para Santa Clara mandar um dia de sol no domingo. Uma forte chuva é sinônimo de derrota para muitas candidaturas que contam com votos dos eleitores rurais. O Acre possui 1.779 seções eleitorais, distribuídas em 10 zonas eleitorais. 147 seções estão situadas em regiões de difícil acesso e em 42 delas só é possível chegar de helicóptero. Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Taumaturgo são os municípios que abrigam seções eleitorais com maior dificuldade de acesso.
A onça vai beber água
Quem plantou e regou o seu canteiro político agora vai colher os frutos. A campanha chegou ao fim e já são intensas as especulações em torno de quem vence e quem perde o pleito nos vinte e dois municípios acreanos. A maioria dos candidatos já abandonou as ruas e está de posse das calculadoras, sem contar nas famosas listinhas que darão tanto trabalho aos agentes federais nas próximas 72 horas. Quem pode mais, vai chorar menos, pois a hora da onça beber água, chegou. Seja o que o eleitor quiser e corra quem puder, pois Manacapuru fica longe..
Honra sobre duas rodas
Cada município com sua particularidade no “vale tudo” para vencer as eleições. Em Tarauacá, motoqueiros são pagos pelas coligações para se espalharem pela cidade em busca de denúncias sobre compra de votos. As empreitadas ocorrem durante o período noturno, quando se costuma acontecer o pagamento das listinhas.
Segundo turno
Na Capital, a expectativa é a de saber se vai ou não ter o segundo turno nas eleições deste ano. Pesquisas – como em anos anteriores – mostram resultados diferentes. O PMDB de Eliane Sinhasique acredita com afinco que haverá sim segundo turno. A turma laranjada comemora antecipadamente eleição em turno único. É esperar para ver.
Atrás das grades
Os prefeitos que, em tese, participam de um monstruoso esquema de direcionamento de licitações, continuarão vendo o sol nascer quadrado. O recurso agora segue para uma esfera maior. A certeza é que passarão “o dia D” atrás das grades. No caso de Roney Firmino, ele será candidato preso. Será que ainda assim ganhará as eleições?
Um novo Quiosque
Quem também vai passar o agitado próximo fim de semana atrás das grades é a Bruna, em um improvisado e novo Quiosque bem menor e com menos conforto do que o agitado ponto estabelecido no canal da maternidade. Para a Justiça, mesmo com frágil investigação, há indícios de sua suposta participação na organização e manutenção do Comando Vermelho.
Sistema falido
No caso da prisão dos prefeitos da ‘Operação Labor II’, fica claro que o sistema político brasileiro está falido, precisa de uma reforma urgente. Essa eleição foi atípica do ponto de vista das novas regras. Mas do ponto de vista partidário, o que se viu foram oposição e situação com a preocupação única de obter apenas mais votos para ter mais representantes, ao invés de apresentar programas efetivos em defesa da comunidade.
Debate
Não há como cobrar debates com conteúdo programático onde os agentes são frutos dessa realidade partidária, onde não há programa partidário. Caminhamos para uma verdadeira tragédia, porque a cada dia cresce o desinteresse pela política, o que em tese seria a única saída para efetiva mudança desse cenário.
Lucro das siglas
Criar partido político no Brasil se tornou um negócio altamente lucrativo e o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sua parcela de culpa quando barrou a chamada “cláusula de desempenho”. A fragilidade da cultura política é resultado da educação. Nossos eleitores, em sua maioria, são analfabetos funcionais.
