Culinária em alta
O Estado do Acre, que por muitos anos ocupou as páginas dos noticiários nacionais e até internacionais como referência em política ambientalmente correta, agora vive de destaques na área culinária. A acreana Patrycia Coelho é destaque na final do concurso Receitas da Família 2016. O cardápio desenvolvido leva cubos de pirarucu fresco ao molho de castanha com purê de banana comprida. A disputa está em sua terceira fase de seleção.
Reta final
A tendência na chamada reta final de campanha é de nervos à flor da pele e um verdadeiro “vale tudo” para cada partido vencer as eleições. Daqui para a frente, cada passo é minuciosamente estudado por cada adversário. Um erro pode ser fatal nos planos de vitória das coligações.
Debates
As atenções na Capital estarão voltadas para os debates que serão realizados neste domingo (25), na TV Gazeta, e na próxima semana na TV Acre. Os debates eleitorais transmitidos pelos meios de comunicação social são muito importantes para que os eleitores saibam quais as propostas e ideias dos candidatos. Em uma campanha como a atual, em Rio Branco, onde propostas foi o que menos se apresentou, os dois debates podem ser fundamentais.
O velho Ibope
O Ibope, ao divulgar percentuais quase zerados de indecisos, coloca o Acre como uma das capitais mais politizadas do mundo. Nem nos Estados Unidos o número de indecisos é tão baixo. Será a velha tática de suprimir indecisos em detrimento de alguma candidatura?
A maldição industrial
Parece uma maldição, tudo que o governador Tião Viana coloca a mão como parceria público privada dá errado. Foi assim com a fábrica de tacos, a fábrica de camisinhas, a Acreaves e, agora, a Peixes Amazônia. Isso explica sem muito arrodeio o não crescimento do Acre, o estacionamento quase secular de nosso piso e a falta de geração de emprego e renda.
O extraordinário virou moeda
O fato de um cachorro morder um homem não é notícia, mas quando um homem morde um cachorro, aí sim é notícia. A frase foi dita em 1882 pelo editor do diário nova-iorquino ‘The Sun’, John B. Bogart. Mas bem se aplicar a este exato momento. Basta observar a “barrigada” coletiva na divulgação de um incêndio na casa de um agente penitenciário. De caso ligado ao crime organizado, passou para crime por ciúmes praticado por sua ex-mulher.
Filha da terra
O candidato a prefeito Raimundo Vaz (PR) caminha para ser mais uma vítima das promessas da ex-deputada federal Antônia Lúcia. Largou uma reeleição praticamente garantida para o prenúncio de aposentadoria da política em baixa, amargando uma grande derrota no cenário destas eleições.
Faltou discurso
Não se sabe até que ponto a falta de estrutura reclamada por Raimundo Vaz o atrapalhou na campanha, mas diga-se de passagem, ele não foi na frente da telinha nem de longe o que foi na tribuna da Câmara. O que se viu no horário eleitoral foi um político sem brilho. O que ele mais prometeu também não saiu da cartola, o debate com a sociedade de suas propostas políticas.
Patrimônio em ruínas
Em Acrelândia, a população assiste impactada com as ruínas dos negócios de Tião Bocalom. Muitos se perguntam como ele conseguiu chegar tão longe anunciando sua gestão como empresário e prefeito, tendo o município como vitrine. Bocalom alugou sua casa e até uma serraria está se acabando no meio do tempo.
A jiripoca vai piar
O deputado federal Major Rocha (PSDB) pediu ao Ministro da Justiça que a Polícia Federal o investigue. Na acusação feita pela Polícia Civil de que ele, supostamente, sustenta o crime organizado que, por sua vez, financiaria suas campanhas políticas. A Polícia Judiciária do Acre fez essa relação após a prisão de uma assessora do deputado, esposa de um dos coordenadores do tráfico de drogas em Rio Branco.
Estilo próprio
A candidata a prefeita pelo PP do Bujari, professora Zilmar, tem um estilo próprio de campanha. Sem arrastões, “bandeiraços” e carreatas, ela vem tocando sua eleição fazendo corpo a corpo, de casa em casa, conversando com as famílias. Se vai dar certo, bem, só depois do dia 2 de outubro saberemos.
Há vagas para operários
Quem ouve as rodadas de debates de políticos que apadrinham candidaturas no interior do Estado ficam pasmos da prepotência de alguns. Ninguém perde, todos estão eleitos. Nesse famoso mercado de trabalho, há vagas para operários.
Transparência
A Polícia Civil ainda não veio a público informar quais medidas foram tomadas na investigação caso que chocou a opinião pública de suposto espancamento e abuso sexual contra um menor. Será que este fato será igual à apuração do sumiço de 40 kg de drogas na delegacia de Cruzeiro do Sul?
Sem resposta
Os servidores do Judiciário aguardam com muita paciência o retorno sobre o aumento solicitado à presidência do Tribunal de Justiça. A data de aviso sobre sim ou não vem sendo adiada toda semana. Há quem diga que o presidente da Asmac, o juiz Giordano Dourado, também não sai do gabinete da desembargadora Cezarinete Angelim pedindo o mesmo benefício.
Welfare State
O confisco aprovado peles deputados e sancionado pelo governador Tião Viana no dinheiro de ações judiciais mostra com muita clareza que nessa gestão tudo não passou de marketing político. Nos remete ao termo inglês Welfare State, traduzindo: o Estado do Bem Estar. O Acre nunca foi referência econômica para a Europa como noticiou várias vezes a imprensa oficial.
Propaganda enganosa
E não precisa ir muito longe não. Uma simples visita ao município de Bujari nos faz acreditar na inexistência da intervenção estatal na economia e nas condições sociais com o objetivo de melhorar os padrões de qualidade de vida da população. Embora tais serviços sejam considerados direitos dos cidadãos, pouco se vê da presença do Estado no interior.
Dama de ferro
Depois das declarações desastrosas da Chefe de Gabinete do governador, Márcia Regina, que comparava a economia acreana com as de primeiro mundo, a mensagem feita pelo celular de Tião Viana em tom ameaçador ao primeiro escalão e as denúncias no caso de compra e venda de Casas Populares, a famosa “dama de ferro” anda sumida, longe dos holofotes.
Mentira tem perna curta
Os índices publicados pelo centro de liderança pública mostram a verdadeira crise instalada no Acre, terceiro pior estado em solidez fiscal, com desempenho de 1,88 %, segundo o estudo do ‘Ranking de Competitividade 2016’. Em outras palavras, estamos mal das pernas, praticamente falidos.
O que isso quer dizer?
O grau de solidez fiscal indica a qualidade na gestão das contas públicas e avalia os Estados com base em seis indicadores: capacidade de investimento; resultado nominal; solvência fiscal; sucesso da execução orçamentária; autonomia fiscal e resultado primário. O topo da lista é ocupado pelo Estado de Roraima, com 100%, e o segundo pelo Pará com 94%. O Acre perde apenas para Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
O Estado do tamanho errado
Apesar dos inúmeros planos mirabolantes desse governo de Tião Viana, que visam diminuir a crise econômica ou construir verdadeiros experimentos sociais. A solução mais simples não é encarada como a grande culpada por quase tudo que acontece de errado (embora esteja na nossa frente), pois chama-se redução do tamanho do Estado.
Boa notícia
O senado federal aprovou o parcelamento de dívidas para os Estados que sofrem ou sofreram com a seca ou com a cheia. Estão autorizados descontos em empréstimos contraídos com o Basa e Sudam. A regra vale para endividamentos contraídos até 2011. O Acre está inserido no benefício.
