
É de extrema importância a contribuição dos familiares na luta contra o Alzheimer /Foto: Reprodução
Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer, a Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Divisão de Saúde da Pessoa Idosa (Dape), promoveu na manhã desta quarta-feira (21) o debate: “A Atuação Multidisciplinar e Intersetorial nos cuidados com o Paciente de Alzheimer”, no salão cultural da FAAO.
Os organizadores explicam que a ação se faz necessária, tendo em vista que, no Brasil, mais de 1,6 milhão da população idosa tem Alzheimer e, portanto, é importante a realização de ações que gerem conhecimentos para os profissionais e futuros profissionais de saúde acerca do diagnóstico diferencial e precoce do Alzheimer.
De acordo com a Gerente da Divisão Estadual de Saúde da Pessoa Idosa da Sesacre, Rosângela Freitas, a doença de Alzheimer é conhecida e falada por milhares de pessoas, porém não compreendida, pois a finalidade do debate é justamente fazer com que os participantes entendam todo o processo da doença, e principalmente, fazer com que os profissionais da saúde em geral entendam a diferença entre as demências em geral e os transtornos mentais.
“A gente recebe muitas vezes idosos que são levados a processos judiciais e os advogados pedindo avaliação psiquiátrica, a partir daí nós fazemos a avaliação e geralmente é uma demência. Daí o idoso é encaminhado para o geriatra, que irá dizer qual é o tipo de demência, nem sempre é Alzheimer, por isso precisamos avaliar cada caso minuciosamente”, explicou Rosângela.
Mais de 1,6 milhão da população idosa tem Alzheimer /Foto: Reprodução
A Gerente da Divisão falou ainda que o Estado do Acre tem a cobertura de alguns casos da doença pela Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), que faz o acompanhamento dos cuidadores e que atualmente conta com o trabalho voluntário dos profissionais.
“Mensalmente tem reunião com os cuidadores, com palestras,orientações sobre os cuidados, sobre o estresse do cuidador, porque o Alzheimer passa por várias fases e que é muito doloroso tanto pra família quanto pra quem cuida, então é preciso que a pessoa tenha um preparo psicológico”, completou.
Rosângela ressaltou que atualmente a Saúde no Estado apresenta um quadro reduzido de geriatras e neurologistas. “Estamos fazendo um trabalho de ‘formiguinha’, em parceria com a ABRAz, com a Secretaria Municipal de Saúde e temos projetos de sentarmos e discutirmos a possibilidade de uma capacitação permanente para os profissionais de todo o Estado”.

