Na decisão assinada pela juíza Kamylla Acioli Lins e Silva, o pai e padrasto das vítimas foi condenado a 18 anos, 11 meses e 15 dias de prisão. Já o tio, recebeu uma pena de 10 anos e seis meses de reclusão. As duas condenações devem ser cumpridas em regime inicialmente fechado.
A Justiça não divulgou as circunstâncias em que os abusos ocorriam, mas em um trecho da decisão, é possível ter a noção de que as vítimas sofreram diversas vezes abuso sexual: “As consequências para esta espécie delituosa são nefastas e podem ser traduzidas no medo que atinge a vítima e o sentimento de vergonha que a vítima sente em relação aos seus familiares e amigos, devendo, certamente, ser submetida a tratamento psicológico para, ao menos, tentar amenizar o trauma, já que dificilmente conseguirá apagá-lo totalmente de sua mente”.

