O deputado Major Rocha fez um pronunciamento na tribuna da Câmara dos Deputados na tarde desta segunda-feira (24) e disse que a onda de violência no Acre é culpa do desgoverno de Tião Viana e equipe. O deputado tucano informou já ter agendado uma reunião com o ministro da Justiça para quinta-feira (27) e convidou os demais deputados acreanos a acompanha-lo.
“Como profissional de segurança, eu preciso relatar a triste situação e é com tristeza que venho falar de um problema que vem atingindo o Estado do Acre. Há vários dias a população do meu Estado não consegue dormir tranquila, pois são constantes os tiroteios e assassinatos”, revelou.

Rocha criticou duramente a gestão de Tião Viana /Foto: Reprodução
Rocha relatou que a segurança pública no Estado tem sido tratada com descaso, os quartéis estão sucateados, falta combustível para viaturas, coletes para os policiais e munição para o armamento. Esses policiais estão pondo em risco suas vidas para defender o Estado”, salientou.
“O Governador deveria assumir a responsabilidade, um governo que gasta R$ 14 milhões com publicidade e somente R$ 7 milhões com segurança, além disso tem mais de 100 policiais à sua disposição e de apadrinhados, agora quer transferir para o Governo Federal a responsabilidade do caos”, destacou.
Rocha alertou que o governo do PT no Acre tem quase 20 anos e agora tenta transferir a responsabilidade para o governo Temer, que tem poucos dias. O deputado denunciou que o governo petista deixou de receber R$ 5 milhões de recursos federais para investimento em reaparelhamento das polícias, principalmente da PM.
“Dia 27 vamos ao ministro da Justiça para pedir socorro, pois o povo do Acre está entregue às facções, enquanto o Governo [Estadual] dorme em berço esplêndido com sua guarda pessoal. Não dá mais para ver os policiais trabalharem sem equipamento. Falta de governo e compromisso de Tião Viana e sua equipe”, desabafou.
O parlamentar tucano salientou ser tanta a incompetência a ponto do secretário de Segurança garantir estar investigando as fações há um ano e nem assim não puderam evitar qualquer dos ataques.
