No mês do “Outubro Rosa” conheça Célia Rocha, exemplo de superação e luta pela vida

No mês do “Outubro Rosa”, que visa chamar atenção diretamente para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce, o site ContilNet tem uma história de superação para compartilhar com os leitores.

Nossa personagem é a pneumologista Célia Rocha, que ficou bastante conhecida em todo o Estado por ter sido uma sobrevivente de um dos maiores acidente aéreos da história do Acre. Ela conseguiu se recuperar sem grandes sequelas após se submeter a 30 cirurgias e passar dois meses e 15 dias na UTI. Só que o que ela não esperava é que, após quase dois anos ainda se recuperando, ela teria que enfrentar mais uma batalha para continuar a viver: a descoberta de um câncer de mama.

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Célia conta com orgulho as vitórias que obteve na vida /Foto: Arquivo pessoal

Em uma conversa descontraída em seu consultório, ela contou que sempre fez os exames de mamografia regularmente em São Paulo, onde realiza consultas e exames de rotina. Mas no ano de 2004 ela sentiu um nódulo no seio direito durante um autoexame, o que foi confirmado como câncer de mama no resultado da biópsia, que ela mesma pediu à sua médica. Questionada sobre como teria reagido quando soube da notícia, ela respondeu que recebeu com muita naturalidade e falou sobre a importância do diagnóstico precoce para a cura do câncer de mama.

“Eu mesma senti o caroço no meu seio, durante um autoexame, e mesmo a médica achando que não se tratava de algo grave, eu exigi que fosse retirado um fragmento para fazer a biópsia, pois algo me dizia que era um câncer. Realmente era, mas ainda estava em fase bem inicial, com apenas 1,4 cm, o que colaborou muito para o tratamento e a cura da doença”, disse.

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Célia, mesmo após passar por poucas e boas na vida, segue com sorriso estampado na cara /Foto: Arquivo pessoal

A partir da confirmação da doença, Célia entrou em mais um processo de tratamento pela sua saúde, no Hospital A.C Camargo, em São Paulo, onde se submeteu a uma quadrantectomia (cirurgia que remove o câncer, mas deixa a maior parte da mama), esvaziamento ganglionar, oito ciclos de quimioterapia e 30 ciclos de radioterapias.

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A médica é a vontade de viver em pessoa /Foto: Arquivo pessoal

Durante a entrevista ela falou muito sobre Fé, da importância de não ter medo e encarar a doença de frente ao invés de fugir, além disso ressaltou que depois das duas superações ela cresceu interiormente.

“A vontade de viver é fundamental, aí você descobre a força interior que existe em você, a Fé! Não precisa ter medo, tem que levantar a cabeça e buscar forças para enfrentar a situação e fazer aquilo que é necessário. Eu digo às mulheres que não tenham medo, que procurem ir ao médico, se auto examinar para descobrir a doença em uma fase inicial. Ou seja, com o diagnóstico precoce, a chance de cura é muito maior, basta fazer o tratamento adequado e correto”.

A pneumologista falou ainda que o apoio dos amigos e familiares foi de grande importância para a recuperação da doença. “Eu acredito que para qualquer situação, não só de doença, o apoio da família e amigos é fundamental. Tive apoio total, fizeram várias correntes de oração”, encerrou.

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