O Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Acre, coronel Julio César dos Santos, revelou na manhã desta sexta-feira (25) a abertura do processo disciplinar contra o subtenente José Adelmo dos Santos Alves, por ter assassinado o colega de farda, Paulo Andrade, dentro do Comando Geral da corporação.
Segundo o coronel, após o devido processo legal é muito provável que seja declarada a incompatibilidade de Adelmo para vestir a farda da PMAC e ele será ser excluído da força policial, perdendo inclusive a aposentadoria.
Coronel Júlio Cesar, comandante da PM
Sobre a possibilidade de condenação pelo homicídio, o comandante disse ser bastante possível que a pena ultrapasse os 30 anos, pois o crime teria qualificadoras, majorantes e causas de aumento de pena, pois foi realizado por motivo fútil, sem chances de defesa (pelas costas), contra companheiro de trabalho e contra profissional de segurança pública em exercício da função. Mas ele ressaltou que a decisão é somente após o devido processo legal e do Juri.
Sobre o processo administrativo, Julio Cesar afirmou: “Vou abrir imediatamente o processo disciplinar interno para verificar se ele tem a honra de vestir a farda. Se isso for comprovado no Conselho de Disciplina esta incompatibilidade, ele vai perder a farda e ser expulso”.
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O comandante da PMAC revelou que subtenente retornou à corporação no programa de reforço policial com o chamamento de PMs aposentados. Adelmo já tinha histórico de uso de entorpecentes, tendo sido internado várias vezes em clínicas reabilitação e entrado na reserva remunerada justamente por causa disso: “Ele procurou o comandante do 1° Batalhão e justificou seu retorno, tendo sido reincluído, pois não havia impedimento jurídico”.
O subtenente está detido
Julio Cesar destacou o fato de Adelmo já ter duas faltas registradas e o contrato estava em vias de ser suspenso, já tendo sido advertido. “Era a última chance e jamais esperamos a ocorrência de algo tão grave”. Segundo o comandante, o caso servirá para rever alguns conceitos sobre estas questões, pois todos trabalham armados.
“Este é o caso dos concursos, quando na investigação social constatamos ser ou ter sido o cidadão usuário de entorpecentes e o excluímos. Mas tem casos em que o Poder Judiciário determina seu reingresso. O acontecido de agora serve para mostrar a necessidade da rigidez, pois pode haver problemas futuros, como este de agora. É um caso extremo, mas precisamos encontrar onde erramos e corrigir, ainda que isso não devolva a vida do colega morto”.

