A deputada estadual Leila Galvão (PT) manifestou contrária à decisão do governo federal de fechar 402 agências do Banco do Brasil (BB) e de lançar plano de aposentadoria incentivada que deve atingir 18 mil funcionários da instituição.

Deputada Leila Galvão (PT)/Foto: Reprodução
A manifestação da parlamentar foi feita na manhã desta terça-feira, na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). De acordo com ela, a medida anunciada como necessária para promover mais economia para a instituições, deve trazer prejuízos para os funcionários e para as populações das cidades, principalmente as menores e mais pobres do País, como é o caso de Assis Brasil, que terá sua única agência transformada em posto de atendimento.
Em seu discurso, Leila lembrou que no ano de 1995, o BB já realizou ação como a que está sendo proposto agora. Naquele ano, foi realizada um plano de demissão voluntária (PDV) e o fechamento de agências em todo o País. O que se viu, garante, foi que a maioria dos funcionários que aderiram ao PDV foram prejudicados.
“Esses funcionários estão quase todos hoje em uma situação difícil, pois foram incentivados a pedirem demissão, o que ganharam não foi tão relevante que lhes desse segurança futura e perderam a oportunidade de estar hoje numa segurança funcional ou numa aposentadoria justa”, disse Leila Galvão.
No Acre, além da agência de Assis Brasil que será transformada em posto de atendimento, as agências da Estação Experimental e a do Parque da Maternidade serão fechadas. A previsão para todo o País é de que sejam fechadas as já mencionadas 402 agências e, também, outras 379 agências sejam rebaixadas para postos de atendimento.
A direção nacional do BB alega que a medida deve resultar numa economia anual com despesas administrativas, exceto pessoal, estimada em R$ 750 milhões.

Leila diz que funcionários do BB foram incentivados a pedirem demissão
