Após quase dois meses de reclusão, a Justiça resolveu conceder liberdade aos prefeitos do interior do Acre que foram presos acusados de corrupção por participar em um suposto esquema de fraudes em licitações.
Os prefeitos do Bujari, Tonheiro, Plácido de Castro, Roney Firmino, e Santa Rosa, Rivelino Mota foram presos durante a Operação Labor, deflagrada pela Polícia Federal em setembro deste ano sob a suspeita de crimes de corrupção. A prisão foi declarada após a delação de um empresário que teria participado do esquema.
De acordo com as investigações os crimes teriam iniciado em 2013 e teriam acarretado um rombo aos cofres públicos de pelo menos R$ 2 milhões, segundo informou a Polícia Federal (PF-AC). Durante a execução de contratos, eram expedidas notas fiscais de serviços que não eram prestados e o dinheiro da suposta licitude era entregue em espécie aos prefeitos das três cidades.
A polícia ainda informou que as empresas costumavam cancelar contratos com o poder público quando juntavam uma determinada quantidade de ações trabalhistas. A ideia seria evitar o bloqueio de recursos, o que causava prejuízo aos funcionários. Em seguida, as empresas eram fechadas, gerando também problemas aos trabalhadores.

