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Mulher tenta entrar no presídio de Tarauacá com dois celulares na calcinha

Por Accioly Gomes

O presídio Moacir Prado, em Tarauacá, é considerado um dos mais seguros do Acre por conta das medidas adotadas pela direção da unidade e cumpridas fielmente pelos agentes penitenciários. Mesmo depois que a Justiça do Acre proibiu a revista nas pessoas que pretendem visitar os detentos, especialmente as mulheres, os profissionais redobram a atenção para não permitirem a entrada de drogas, armas e celulares no interior dos pavilhões. A segurança do presídio conta com apoio da Polícia Militar.

Detector de Metais

Para compensar o fim da revistas foi instalado no presídio um aparelho detector de metais. Técnicos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça (MJ), estiveram no presídio ainda no início do ano realizando a instalação de detectores de metais, estilo portal, onde as visitas são submetidas para verificação.

“Nesse último mês já apreendemos 8 celulares escondidos nas roupas, colchões e outras estratégias que as mulheres usam para levar aos seus companheiros presos”, disse um agente que pediu para não ser identificado. Outras constatações, segundo o agente, é que o aparelho detecta metais, porém as droga não são detectadas e isso faz com que aumente a entrada de entorpecentes no presídio.

Neste último domingo, dia 20 de novembro, Raimunda Nonata Lima de Mesquita, que faria uma visita ao marido presidiário, foi surpreendida pelo equipamento que detectou a presença de metal no corpo dela. Agentes penitenciários fizeram a revista e encontraram dois celulares que ela levava dentro de sua calcinha. Após receber ordem de prisão, ela foi levada para a delegacia de polícia do município.

O Presídio Moacir Prado tem capacidade para abrigar 80 presos, está superlotado e conta atualmente com apenas detentos do regime fechado, com 397 homens cumprindo pena. Esse número supera em até 500% a estrutura prevista para a tender a demanda de Tarauacá, Feijó e Jordão.

São apenas 50 agentes penitenciários para cuidar de todo o sistema prisional dessa regional, configurando-se proporcionalmente, de acordo com o número da população carcerária, como o menor contingente de profissionais do estado do Acre.

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