Uma grande movimentação de políticos petistas foi vista nesta terça-feira (22) na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac). O grupo estaria tentando encontrar uma forma de acomodar um deputado do PT em uma secretaria de Estado para poder manter como deputado o suplente Jamyl Asfury.
Toda a luta teria como pano de fundo a preocupação com o fato do suplente Jamyl Asfury ficar sem mandato, razão pela qual o governo estaria movendo céus e terra para o manter o foro privilegiado para o ex-secretário de Habitação. A Sehab hoje é investigada por conta da venda de casas populares.
A bancada do PT na Aleac é composta por cinco deputados: Lourival Marques, Leila Galvão, Daniel Zen, Jonas Lima e Ney Amorim. Mas a coligação envolve ainda a deputada Maria Antônia (PROS).
Sibá quer os destinos de todo o setor produtivo
A estratégia inicial seria nomear o deputado Jonas Lima (PT) para a Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), cujas nomeações para os cargos comissionados e a gestão ficariam todas com o grupo do deputado Sibá Machado, com quem Jonas tem identificação.
Segundo fontes ligadas ao governo do Estado, Sibá até teria defendido o nome de Jonas Lima para ceder o mandato assumir a Seaprof. Mas o governo estaria reticente em ceder mais um grande setor, pois com isso Sibá teria o controle da maior parte do setor produtivo do Estado.
Jonas Lima diz que não sai do parlamento
O deputado Jonas foi ouvido pela reportagem da ContilNet tão logo chegou ao plenário da Aleac. Apesar de sua forte ligação com o setor agrário, Jonas disse não ser o momento para se afastar do parlamento.
“Eu ouvi as minhas bases, conversei demoradamente com o meu grupo político, ouvindo a cada um deles. A conclusão a que chegamos foi de permanecer na Aleac neste momento. Hoje, posso afirmar não ter interesse de me afastar do meu mandato como parlamentar”, afirmou o deputado Jonas Lima.
Outros deputados também não querem sair
O deputado Daniel Zen, líder do Governo na casa, disse não ter sido convidado para assumir qualquer cargo fora da Aleac. Mesmo assim, ele disse não ser o momento de assumir cargo fora do legislativo. Mas não descartou a hipótese em algum momento do futuro.
A representante da Região do Alto Acre, Leila Galvão, foi taxativa ao negar qualquer possibilidade de sair da Aleac neste momento. A deputada destacou que, atualmente, não há interesse em sair do parlamento. Ney Amorim fica excluído por ser o presidente da Aleac e estar virtualmente o preferido da esmagadora maioria dos deputados, dado já ter praticamente certo o novo mandato à frente do parlamento.
Já a deputada Maria Antônia (PROS), representante do Vale do Juruá, disse não ter a menor intensão em sair da Aleac. Ela disse não ter recebido convite até o momento e que também está muito bem como deputada: “Não pretendo sair”.

