A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), Rosana Nascimento, está acusando o líder do governo na Assembleia Legislativa (Aleac), deputado Daniel Zen (PT), de querer tirar dinheiro dos trabalhadores em Educação. O parlamentar move uma ação judicial contra ela e a entidade. “Ele quer aumentar seu patrimônio”, diz a sindicalista, acusando ainda Zen de persegui-la politicamente.
Rosana responde a dezenas de processos judiciais movidos por petistas e integrantes do governo. “Eles não se conformam em ter perdido o controle do maior e mais estratégico sindicato do Acre. Queriam deixá-lo subserviente, de joelhos. A nossa categoria, no entanto, é politizada e legitima as nossas ações em assembleias”, explica ela, para quem o governador e seus “asseclas” são movidos por vingança.

Rosana Nascimento diz que é politicamente perseguida por membros do Governo /Foto: ContilNet
“O Daniel Zen deveria ter vergonha de querer ganhar dinheiro dos educadores. Deveria era trabalhar em prol deles, principalmente cobrando do governo adequações à Lei de Responsabilidade Fiscal. Deveria procurar o que fazer, ao invés de processar pessoas por simplesmente responderem às suas acusações inverídicas”, critica Rosana, sugerindo que o deputado visite escolas, hospitais e ramais.
No início deste ano, momento em que os trabalhadores em Educação ameaçavam não iniciar o ano letivo, os ataques começaram. O deputado acusou Rosana de fazer uma greve “politiqueira” cujo objetivo, segundo ele, era apenas porque a sindicalista queria ser candidata a vereadora, hipótese que não aconteceu. Zen também disse que o Sinteac seria uma “caixa preta”.
A sindicalista não deixou barato e, em nota, chamou o deputado de omisso, de mentiroso e de inimigo da Educação. Rosana ainda acrescentou: “Ele foi eleito por uma parcela considerável de trabalhadores da Educação, oportunidade em que se comprometeu em defendê-los. “Mas, ao contrário disso, transformou-se em um reles ‘pau mandado’ do governador”.
A presidente voltou a criticar as ações do governo, principalmente em relação à lei orçamentária, que segundo ela não prioriza setores como a Educação, Saúde e Segurança. “Prioridade é manter uma legião de apadrinhados em cargos comissionados. É pagar pensão para ex-governadores. É investir o dobro em mídia do que em segurança. É entupir a Aleac de dinheiro. É enriquecer empresários sanguessugas. É destinar milhões para a Casa Civil e o Gabinete da vice-governadora?”, detona a líder sindical.
