Após o trágico acidente com o avião da Chapecoense, que deixou 75 mortos e seis feridos, o ex-deputado José Bestene viajou à cidade de Chapecó para aguardar a chegada do corpo do sobrinho, Márcio Bestene, que era médico da delegação e foi uma das vítimas que morreu no acidente do último dia 29 a caminho de Medelín, na Colômbia.
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Velório e sepultamento do médico Márcio Bestene serão realizados em Chapecó
Em uma entrevista exclusiva por telefone, José Bestene falou ao site ContilNet que o cenário em Chapecó é de muita comoção e tristeza. Segundo ele, familiares, fãs e amigos aguardam pela chegada dos corpos, prevista para às 6h deste sábado (3) e que primeiramente será realizado um velório coletivo na Arena Condá.

Bestene acompanha familiares e presta últimas homenagens a Marcio /Foto: G1
“A cidade está completamente abalada, o que vemos por aqui é muita tristeza estampada no rosto das pessoas, muita comoção por parte dos familiares e amigos das vítimas. A cidade está muito movimentada, jornalistas do mundo inteiro estão aqui”, disse Bestene.
Bastante abalado com a morte trágica do sobrinho, Bestene falou que Márcio estava vivendo um dos melhores momentos profissionais da vida dele e que tinha um sonho de um dia ser médico da seleção brasileira: “No nosso último jantar de Natal, realizado no ano passado na minha residência em Rio Branco, ele disse: ‘tio você ainda vai me ver ainda como médico da Seleção Brasileira’. Eu simplesmente disse para ele ir em frente porque sempre soube da dedicação e determinação dele”.
Bestene finaliza dizendo que Márcio era um exemplo de filho, pai, profissional e esposo, mas que agora só resta a dor de ter perdido uma pessoa do bem e que teve tantos sonhos interrompidos. “A família Bestene perdeu uma pessoa da qual tínhamos muito respeito e admiração. O ideal dele era subir cada vez mais, se especializou em Medicina Desportiva, galgou espaço na saúde de Chapecó e estava vivendo um dos melhores momentos da carreira. Ele estava fazendo aquilo que amava, mas foi interrompido aos seus 44 anos de idade. Agora só nos resta a dor da saudade e a indignação da forma como aconteceu, nós não aceitamos tamanha irresponsabilidade de colocar tantas vidas em risco”.
