
Ex-vereador Rodrigo Pinto /Foto: Reprodução
De acordo com o ex-vereador Rodrigo Pinto, a série de delações por parte de acionistas de empresa Odebretch, com início agendado para esta semana, deve trazer a tona muito mais do que apenas sistemas de corrupção e falcatruas fiscais.
“Meu desejo é que a delação desse bandido traga fatos novos e nomes dos envolvidos da tragédia que abalou o Acre em 1992”, disse Rodrigo em seu perfil no Facebook.
O ex-vereador se refere ao assassinato de seu pai, o ex-governador Edmundo Pinto, morto em 1992 em um quarto do hotel Delavolpe, em São Paulo. O crime gerou uma grande revolta popular na época, deixando dúvidas a respeito das reais razões para o assassinato do ex-líder de Estado.
De acordo com o filho do ex-governador, as delações podem acabar revelando segredos, que equivaleriam à abertura de uma verdadeira “caixa de pandora”, e possivelmente resgatar fatos e explicações sobre o atentado.

Ex-governador Edmundo Pinto /Foto: Reprodução
Confira na íntegra a nota de Rodrigo Pinto:
Após a operação LAVA JATO, foi aberta a caixa de pandora das relações espúrias entre empreiteiros, empresas e políticos. A empresa Norberto Odebretch notoriamente uma das empresas mais poderosas do mundo e detentora das maiores obras do País, finalmente através do MPF seus Procuradores e do Juiz Federal Doutor Sergio Moro, colocou seus Presidentes e acionistas na cadeia. A delação premiada foi a forma escolhida pelos réus para amenizar o tempo vendo o sol nascer quadrado.
Com esse tsunami de corrupção ativa, ameaças, assassinatos e tudo que uma verdadeira máfia é capaz de realizar, surgiu uma luz no fim do túnel.
Eu nunca tive dúvidas que o assassinato do meu pai foi crime de pistolagem por não ser corrupto e que houve facilitação por parte de pessoas próximas ao Governador para que o trágico evento fosse efetivado.
CANAL DA MATERNIDADE – ODEBRECHT – ANÕES DO ORÇAMENTO = Assassinato de um Governador de Estado no hotel 5 estrelas em São Paulo, maio/1992.
Meu desejo que a delação desse bandido traga fatos novos e nomes dos envolvidos da tragédia que abalou o Acre em 1992.
A justiça caducou mais eu estou vivo e disposto para que o verdadeiros assassinos paguem na mesma moeda.
