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Trump pede que EUA reforcem arsenal nuclear

Por O GLOBO

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, levantou nova polêmica nesta quinta-feira. Pelo Twitter, o futuro homem mais poderoso do planeta pediu que o país reforce e expanda suas capacidades nucleares.

“Os Estados Unidos devem fortalecer e expandir sua capacidade nuclear até que o mundo retome o juízo sobre as armas nucleares”, escreveu Trump, sem detalhar os seus planos.

A declaração de Trump foi dada no mesmo dia em que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou o reforço da capacidade nuclear do país, com o uso de mísseis que tenham capacidade de atravessar sistemas de defesa antimísseis.

Presidente americano, Donald Trump, pediu o reforço do arsenal nuclear do país /Foto: O Globo

“É necessário reforçar a capacidade militar das forças nucleares estratégicas, sobretudo com a ajuda de sistemas de mísseis capazes de atravessar sistemas de defesa antimísseis existentes ou futuros”, disse Putin, durante reunião com comandantes das forças armadas russas.

O presidente russo já havia anunciado em junho de 2015 a implantação de 40 novos mísseis balísticos intercontinentais, com capacidade para “atravessar os sistemas de defesa antiaérea mais sofisticados”, depois que Washington anunciou o plano de instalar armamentos pesados no leste da Europa.

A Rússia demonstra preocupação com a instalação na Romênia e na Polônia de sistemas do escudo antimísseis americano, que Moscou denuncia como uma tentativa de reduzir sua capacidade de dissuasão nuclear. As acusações são desmentidas por Washington, que defende que o escudo pretende proteger a Europa de uma possível ameaça iraniana.

“Temos que prestar atenção a qualquer mudança no equilíbrio de forças e da situação politico-militar no mundo e, sobretudo, nas fronteiras russas. E corrigir a tempo nossos planos para eliminar as possíveis ameaças contra nosso país”, disse Putin.

O presidente considera que a Rússia já levou adiante “60%” da modernização de suas forças nucleares, compostas por bombardeiros estratégicos, mísseis balísticos intercontinentais e submarinos nucleares.

A última doutrina militar russa, de dezembro de 2014, não menciona a possibilidade de um “ataque preventivo” com o uso de mísseis nucleares. Moscou se reserva o direito de utilizar seu arsenal em caso de agressão contra o país ou seus aliados ou no caso de “ameaça contra a existência do Estado” russo.

Putin acusou em junho a Otan de desejar levar o país a uma “frenética” corrida armamentista e de romper “o equilíbrio militar” em vigor na Europa desde a queda da da URSS.

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