O deputado Silas Câmara (PSD/AM), sua esposa, a bispa Antônia Lúcia Câmara (PSC/AC) e a filha do casal, Gabriela Ramos Câmara (PTC/AC), receberam cerca de R$ 750 mil da empresa Umanizzare, que é responsável por administrar o presídio de Manaus onde ocorreu um massacre que deixou 56 presos mortos e esquartejados.
Ex-deputada Antonia Lúcia/Foto: Reprodução
Segundo o jornalista Leandro Fortes, a Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa responsável pelo presídio privado onde aconteceu o recente massacre de presos, em Manaus, mantém um lobista de plantão no Congresso Nacional: o deputado Silas Câmara, do PSD do Amazonas. Em 2014, ela doou R$ 200 mil para a campanha a deputado federal de Silas.
Expoente da chamada “bancada da bala”, Silas foi um dos 43 parlamentares responsáveis, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, pela aprovação da admissibilidade da PEC 171/1993 – que prevê a redução da maioridade penal para 16 anos.
Comenta o jornalista: “Ou seja, o nobre parlamentar trabalha para garantir carne fresca para os presídios privados da Umanizzare – ao todo seis no Amazonas e dois, em Tocantins”.
Também em 2014, a esposa de Silas, a bispa da Assembleia de Deus, Antônia Lúcia Câmara (PSC/AC), candidata a deputada federal, recebeu R$ 400 mil da Umanizzare. No mesmo ano, a filha do casal, Gabriela Ramos Câmara (PTC/AC), então candidata a deputada estadual, recebeu R$ 150 mil. Nenhuma das duas se elegeu. Com isso, apenas com a família Câmara, a Umanizzare investiu nada menos que R$ 750 mil!
A reportagem do Jornal GGN – Portal Luís Nassif aponta que, no ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Silas Câmara a oito anos de prisão por uso de documento falso e falsidade ideológica. Ele só não está detido porque o crime prescreveu antes da condenação. Por pouco ele iria gozar da hospitalidade da empresa que o patrocina.
A bispa Antônia Lucia, mulher de Silas, eleita deputada federal em 2010, foi cassada em 2011, também por falsidade ideológica, formação de caixa dois e compra de votos no Acre. Por meio de liminares, permaneceu no cargo. O jornalista aponta que ela é do mesmo partido de Marco Feliciano e Jair Messias Bolsonaro.

