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Após chacinas em Manaus e Boa Vista, SESP reforça ações policiais em presídios no Acre

Por NANY DAMASCENO, DA CONTILNET

No início desta semana 60 presos morreram durante rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado Amazonas (SSP/AM), este foi o maior massacre do sistema prisional do Estado. Além dos mortos, 180 detentos fugiram de presídios de Manaus. Na madrugada desta sexta-feira (6) o cenário se repetiu, desta vez na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, localizada em Roraima. Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado, pelo menos 33 presos morreram durante o motim.

SESP afirmou que já está se preparando para coibir qualquer ação semelhante a dos estados vizinhos /Foto: ASCOM PMAC

A Secretaria de Segurança Pública do Acre (Sesp/AC), por meio da assessoria de imprensa, informou que o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) está em estado de alerta realizando ações preventivas para tentar coibir cenário como o dos estados vizinhos: “Desde 2 de janeiro a segurança está reforçando as ações, o policiamento foi reforçado em especial no presídio Francisco de Oliveira Conde, que é o maior do Estado, bem como nas outras unidades penitenciárias. Além disso, nas fronteiras estão sendo realizadas operações como blitzen e barreiras. Na quarta-feira [4], o governo realizou a operação cidade segura em Xapuri e em outros municípios”.

A SSP/AM chegou a emitir um alerta para os vizinhos, comunicando autoridades de Rondônia e Roraima sobre a possibilidade de detentos tentarem entrar nos Estados que fazem divisa com o Amazonas. A facção que liderou as mortes violentas tem integrantes nos dois Estados vizinhos e poderá dar apoio aos foragidos, o que preocupa as autoridades da Segurança Pública amazonense.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da Sesp/AC, na manhã desta sexta-feira (6) diversos órgãos de segurança estão reunidos: “O Instituto Socioeducativo, Instituto de Administração Penitenciária do Acre, Corpo de Bombeiros, Polícias Civil e Militar, Detran e outros órgão estão reunidos para definir metas para que isso não aconteça aqui no Estado e o reforço policial já está ocorrendo”.

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