Uma “cobra-cega” foi encontrada nas dependĂȘncias do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na manhĂŁ desta segunda-feira (27). Ela foi avistada por brigadistas que atuam no tribunal. A PolĂcia Militar Ambiental foi acionada e capturou o animal duas horas depois.

“Cobra-cega” encontrada nas dependĂȘncias do STJ, em BrasĂlia (Foto: PolĂcia Militar/Divulgação)
De acordo com os policiais, o rĂ©ptil Ă© da espĂ©cie amphisbaena, tambĂ©m conhecida como “cobra de duas cabeças” ou “cobra-cega”. Ela foi levada para o parque Ăguas Emendadas, em Planaltina.
A espécie
Apesar de ser conhecida popularmente como “cobra-cega”, este animal nĂŁo Ă© uma serpente, mas pertence ao grupo dos rĂ©pteis. O nome faz menção Ă visĂŁo, jĂĄ que os olhos sĂŁo praticamente atrofiados. As presas sĂŁo localizadas pelo olfato ou por meio da percepção das vibraçÔes no solo.
Essa espĂ©cie pode atingir 60 centĂmetros de comprimento e possui uma forte musculatura. O corpo cilĂndrico permite com que o rĂ©ptil escave cavidades no solo e, por este motivo, dificilmente Ă© visto na superfĂcie.
Assim como as minhocas, pelo fato delas escavarem âcanaisâ, a espĂ©cie desempenha um importante papel ecolĂłgico, contribuindo para o escoamento de ĂĄgua e a entrada de ar no solo.
TambĂ©m Ă© conhecida como “cobra-de-duas-cabeças”, pois a cauda deste rĂ©ptil nĂŁo se afila e possui um formato arredondado e cilĂndrico, semelhante a outra cabeça. Quando Ă© perturbada, a espĂ©cie levanta a cauda e a cabeça do chĂŁo, de forma que as duas se confundam.
Apesar de a cultura popular atribuir perigo Ă “cobra-cega”, a espĂ©cie Ă© inofensiva. A coloração varia do branco ao bege-claro. Mas como vive nos subterrĂąneos, o corpo tambĂ©m fica amarelado, em virtude da pigmentação do solo.

