
Padre Paolino marcou a história do Acre e principalmente de Sena Madureira /Foto: G1
A construção do memorial em homenagem ao Padre Paolino Baldassari, na cidade de Sena Madureira, pode estar muito próxima. Durante a visita realizada à cidade, o senador Gladson Cameli garantiu apoiar a obra com recursos a partir de uma emenda parlamentar e complementar o apoio para o museu onde serão expostos os pertences deixados pelo padre.
Segundo o frei José Rosa, mais conhecido por frei Zezinho, que foi companheiro de paróquia e amigo do padre falecido, o museu do Padre Paolino é um pedido da comunidade senamadureirense: “Todas as coisas dele estão guardadas e por isso estamos buscando apoio para construirmos um memorial”, disse.
O senador Gladson Cameli se disse pronto para ajudar na obra: “O Padre Paolino atendia a todos, independentemente de quem de quem fosse. Ele muitas vezes até escreveu cartas para autoridades e interveio pelas pessoas”.
Segundo o frei Zezinho, outro deputado teria feito uma proposta para uma emenda parlamentar: “Pretendemos construir um espaço de sete por dez metros para expor as relíquias dele, como os aparelhos de medir pressão, batinas e os diários dele. Falta fechar a proposta, mas a ideia é erigir na praça da igreja”.
Padre Paolino viveu por 46 anos em Sena Madureira, onde era considerado um personagem icônico. Durante anos o religioso percorreu os rios da região, visitando aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas para celebrar batismos, casamentos e outros tipos de cerimônias religiosas.
Paolino Baldassari cuidava dos senamadureirenses como se fossem sua própria família /foto: Reprodução
Ele tinha 90 anos de idade quando morreu no dia oito de abril de 2016, após passar 11 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). O corpo do padre foi enterrado em um jazigo na própria igreja de Sena Madureira.
