O Sintesac realizou na manhã desta sexta-feira (3) uma reunião com cerca de 200 dos 380 servidores que estão na lista de demissão do Governo do Estado por conta de terem contratos provisórios. Estes trabalhadores foram contratados entre os anos de 1994 e 2004. A reunião ocorreu no auditório do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Durante o encontro foi realizado um relato dos fatos até a este dia e quais os encaminhamentos.
O presidente do Sintesac, Adaílton Cruz, afirmou que o governador do Estado, Tião Viana (PT), foi muito insensível ao determinar as demissões sem levar em conta as questões pessoais e sociais dos demitidos e também as questões profissionais. Para o sindicalista, esta forma de exoneração aos poucos, sem a substituição imediata, provocará um caos em vários setores da Saúde.
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“A falta de servidores vai expor a população, pois compõem o corpo de atendimento. O Sintesac continua insistindo em uma solução negociada e prazo para a substituição dos profissionais. Neste momento, os servidores que estão na lista, cujo conteúdo não foi ainda divulgado, estão sendo intimados um a um e têm cinco dias para apresentar defesa prévia. Mas o Sintesac vai colocar os advogados para as providências cabíveis”, disse Adaílton.
Raimundinho da Saúde: culpa do Estado
O deputado “Raimundinho da Saúde” disse ser culpa do Estado a situação atual. Ele informou ter conversado com o promotor Gláucio Ney Shiroma, da promotoria dá Saúde, com quem se reunirão na segunda-feira. O deputado informou da redução dos plantões extras negociada com o governo.
Coube ao deputado comunicar a realização de uma reunião com os representantes do governo logo após o encontro com os exonerados e para implementar a comissão de fiscalização do processo de demissão e contratação.
Reunião entra Sintesac e SGA para acompanhamento das demissões /Foto: ContilNet/RégisPaiva
Contratação sem demissão é a proposta do Sintesac
“Eu já vivi a situação de ter um contrato precário e hoje estou muito triste, pois vi colegas chorando e falando em suicídio. O ideal para mim era não demitir ninguém e chamar a todos os concursados. Nosso pedido foi sempre pelo prazo para o povo para permitir aos trabalhadores se ajustar e organizar”, destacou Adaílton.
O presidente do Sintesac disse ter pedido ao governador, mas este foi duro e enfático em demitir no mais breve espaço de tempo. Adaílton prometeu que neste primeiro momento todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, serão defendidos: “Já falamos com o governador, MPAC e quem mais foi preciso. Agora é luta. Esta ação é um pedido dos concursados e por direito deles”.
Adaílton destacou ser grande o impacto no serviço de Saúde Pública e disse ter avisado ao MPAC e ao governo: “Mas orientamos aos servidores para não aceitarem mais trabalhar fora do padrão da profissão e lutarem para o governo cumprir a parte dele, seja em medicamentos ou material. Sempre que for constatada qualquer alteração, comunicar ao MPAC.
Reunião do sindicato com os possíveis demitidos /Foto: ContilNet/Régis Paiva
Sindicato mantém apoio a servidores
O advogado do sindicato, André Neri, disse que lutarão de todas as formas, mas as demissões dos sem concurso é um fato. Ele informou estarem organizando as defesas administrativas e até mesmo uma ação judicial para ajustar o processo e permitir prazo de adequação. “A intimação que os servidores estão recebendo é para apresentar a defesa em cinco dias e, ao ser intimado, devem procurar o sindicato. A ação judicial é para um prazo de ajuste sem interrupções no trabalho prestado à população.
