Lixo hospitalar com armazenamento irregular é flagrado por equipe do IMAC no bairro Calafate

Moradores do bairro Vilage Tiradentes, na região do Calafate, denunciou nesta sexta-feira (24), descobriram que todo o lixo dos hospitais e UPA’s de Rio Branco, é armazenado de forma irregular em um armazém localizado no meio do bairro. O odor forte que tomou conta da região e a movimentação de caminhões próximo a um depósito cercado de mato chamaram a atenção.

Quando foram investigar descobriram uma montanha de lixo hospitalar dentro do armazém. São vários colchões usados por pacientes com escaras (feridas no corpo por causa do longo tempo de internação) jogados em cima de sacos de restos de medicamentos e outros produtos descartados em cirurgias e tratamento dos pacientes.

Alguns sacos foram violados e centenas de seringas estão expostas. Uma delas estava com grande quantidade de sangue. Foram encontradas ampolas com sangue coletado para exames. Os frascos estão jogados no chão do armazém.

Na outra ponta do depósito foram encontradas dezenas de caixas de remédios com a data de validade vencida. Existem caixas fechadas de algumas marcas de medicamentos. São remédios para tratamento de várias doenças que foram parar no lixo por falta de gestão.

Na outra ponta do depósito foram encontradas dezenas de caixas de remédios com a data de validade vencida./Foto:Reprodução

Uma equipe do Imac, chamada pelos moradores, foi até o local. Os fiscais tiraram fotos e explicaram que o Governo do Estado tem um contrato com uma empresa para recolher e fazer a destinação final do lixo hospitalar.

Segundo o fiscal Joel Ferreira, todo material deve ser levado para incineração em Cruzeiro do Sul, mas por algum motivo está sendo armazenado em Rio Branco colocando em risco à saúde da população.

O armazém não é trancado, não tem vigia e qualquer pessoa pode ter acesso ao lixo. “Vamos fazer o levantamento com a empresa responsável ou a secretaria de Saúde. Esse lixo não pode ser colocado aqui. Vamos lacrar o armazém e impedir que nova remessa chegue”, avisou.

Entramos em contato com a secretaria de Saúde para saber quais providências serão tomadas. Ainda não tivemos uma resposta.

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