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“Governo tinha alternativas, mas preferiu sacrificar o trabalhador”, diz Rosana

Por JAIRO CARIOCA, DA CONTILNET

“A base do governo é dissimulada, não negociou nada, disseram que iam parcelar o aumento como aconteceu nos outros Estados, mas votaram a proposta do jeito que ela veio do Palácio Rio Branco,” disse na manhã desta quinta-feira (23) a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento sobre o aumento da contribuição previdenciária votado na noite desta quarta-feira na Assembleia Legislativa do Acre.

De acordo Rosana, todos os servidores sentirão o aumento no bolso a partir de julho, mas a merendeira, o porteiro, a secretária e outros servidores do apoio são os que mais sentirão o impacto. Para a sindicalista, o governo tinha uma série de outras alternativas para garantir a sustentabilidade do Acreprevidência. “Poderia leiloar prédios que estão abandonados, destinar parte do ICMS para cobrir o rombo da previdência, mas preferiu sacrificar o servidor público”, acrescentou.

Rosana Nascimento criticou deputados por aprovarem aumento da previdência /Foto: ContilNet

Nas contas feitas pelo sindicato, o reajuste dado de 19%, com o aumento da contribuição previdenciária, ficou em 15%, dos funcionários, de 23% restará 20%. Ela frisou que mesmo sem o aumento da previdência os funcionários com piso de R$ 672 só iriam receber R$ 57 de aumento.

“Nós não tivemos nenhum motivo para comemorar o reajuste, principalmente agora com o aumento de contribuição”, voltou a analisar Rosana. Ela esclarece que o sindicato ainda tem que encampar uma luta pelo servidor com contrato de 30 horas de Nível Superior, que ganha abaixo do salário mínimo. “É humilhante!”, voltou a falar Rosana.

Ela concluiu afirmando que em momento nenhum aconteceu diálogo entre Executivo e sindicatos: “O governo impôs que iria aumentar e aumentou, a bancada subserviente só aprovou”, concluiu.

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