Será terrível a situação se demissões na Saúde ocorrerem sem contratação imediata dos substitutos e a conta será paga pela população. Esta foi a mensagem repassada aos deputados estaduais da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) pelos representantes dos sindicatos ligados à Setor de Saúde estadual.
Durante a reunião, os representantes sindicais solicitaram que Aleac participarem da comissão encarregada de acompanhar o processo das demissões. O deputado Jenilson Leite, membro da CCJ, pediu mais cuidado com o tema, pois já existe um déficit de servidores na Saúde.
Representantes sindicais solicitaram que Aleac participe da comissão encarregada de acompanhar as demissões /Foto: ContilNet
“Temos muitos servidores de áreas estratégicas e sem vagas nos concursos. Além disso são servidores que dedicam suas vidas há muitos anos. Para buscar uma saída, teremos uma reunião com os representantes do MPAC para tentar reduzir os impactos aos servidores e à população. Se saírem, tem de chamar imediatamente os concursados. Vamos também nos reunir com os representantes do governo para tratar do tema”, disse Jenilson.
Liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), os sindicalistas revelaram ser o quadro pior na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre), em especial o setor de Nefrologia, e o Pronto Socorro do Hospital Geral de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).
O presidente do Sintesac, Adaílton Cruz, informou aos deputados que serão 50 demitidos no PS e 120 no Hospital de Clínicas da Fundhacre. Neste o principal problema é na Nefrologia, onde todos os profissionais terão sair. “Nós queremos a garantia da contratação imediata dos concursados, mas também defendemos um prazo para a saída dos outros profissionais. O governador poderia ter aceitado o Termo de Ajuste de Conduta [TAC], mas não mostrou interesse em resolver a situação”, comentou Adaílton.
Adaílton Cruz levou a preocupação do sindicato aos deputados estadual/Foto: ContilNet
Adaílton destacou que até o fim de fevereiro a SGA tem de apresentar a solução, ou seja, demitir: “Só o governo pode ganhar o prazo necessário. Por conta das ameaças, já temos servidores com problemas de saúde e falando até em suicídio. Nós só pedimos um prazo maior para as demissões”.
Segundo os sindicalistas, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) simplesmente mandou cumprir a lei, sem se importar com o caos a ser causado na prestação do serviço. “As vagas existem sem precisar demitir e para isso basta acabar com os plantões extras, quando um trabalha por três. Não somos contra a contração, pois é direito e melhorará o serviço. Mas existem áreas específicas sem concurso, como a Nefrologia. Isso pode levar a contratação de servidores sem experiência.
